O marinheiro que passou 133 dias sozinho em uma balsa no Atlântico depois que seu navio foi torpedeado na guerra
Poon Lim sobreviveu meses à deriva no Atlântico Sul, improvisando comida e água até ser encontrado por pescadores brasileiros
Poucas histórias de sobrevivência no mar parecem tão improváveis quanto a de um marinheiro que viu seu navio desaparecer durante a Segunda Guerra e acabou sozinho no Atlântico. Sem rádio, sem motor e sem certeza de que alguém o encontraria, ele precisou resistir dia após dia em uma pequena balsa. O que torna esse caso ainda mais impressionante é o tempo que ele conseguiu permanecer vivo até ser resgatado.
Por que essa história de sobrevivência no Atlântico ficou tão famosa?
A história chama atenção porque reúne guerra, naufrágio, isolamento e uma resistência física e emocional fora do comum. O marinheiro não ficou à deriva por algumas horas ou poucos dias. Ele passou meses enfrentando sol, sede, fome, tempestades e a dúvida constante sobre a própria localização.
Esse tipo de sobrevivência depende de muitos fatores ao mesmo tempo. A pessoa precisa encontrar água, conseguir alimento, preservar energia, evitar acidentes e manter alguma rotina mental para não se entregar ao desespero. No caso desse marinheiro, tudo isso aconteceu em uma balsa pequena, no meio do Atlântico Sul, durante um período em que o oceano também era zona de guerra.
Quem foi o marinheiro que passou 133 dias sozinho em uma balsa?
O nome por trás dessa história é Poon Lim, um marinheiro chinês que sobreviveu 133 dias sozinho em uma balsa no Atlântico Sul depois que o navio britânico SS Benlomond foi torpedeado em 1942. Ele trabalhava como segundo steward no navio mercante quando a embarcação foi atingida por um submarino alemão.
O ataque ocorreu em 23 de novembro de 1942. Depois de cair no mar e conseguir alcançar uma balsa de madeira, Poon Lim iniciou uma das sobrevivências individuais mais longas já registradas em uma balsa salva-vidas. Ele só foi resgatado em 5 de abril de 1943, por pescadores brasileiros, já próximo da costa do Brasil.
Entre os pontos mais marcantes dessa sobrevivência estavam:
- O navio SS Benlomond foi atingido durante a Segunda Guerra Mundial
- Poon Lim ficou sozinho em uma balsa pequena no Atlântico Sul
- A sobrevivência durou 133 dias
- Ele improvisou formas de conseguir comida e água
- O resgate aconteceu perto da costa brasileira
- O caso se tornou uma referência histórica de resistência no mar
Para complementar o tema, o canal The History Guy: History Deserves to Be Remembered apresenta o vídeo “Poon Lim’s Raft: A WWII Survival Story”. O material conta a história do naufrágio, da balsa e dos meses em que Poon Lim permaneceu sozinho no Atlântico, ajudando a visualizar melhor a dimensão desse caso:
Como o naufrágio do SS Benlomond deixou Poon Lim sozinho no mar?
O SS Benlomond era um navio mercante britânico que navegava sem escolta quando foi atingido por dois torpedos do submarino alemão U-172. Segundo o Uboat.net, o ataque aconteceu às 14h10 de 23 de novembro de 1942, e o navio afundou em cerca de 2 minutos, a aproximadamente 750 milhas a leste do Rio Amazonas.
Esse detalhe ajuda a entender por que a situação foi tão extrema. O naufrágio aconteceu longe da costa, em uma área ampla do Atlântico, sem garantia de resgate rápido. Poon Lim conseguiu sobreviver porque alcançou uma balsa com suprimentos iniciais, mas esses recursos não seriam suficientes para atravessar todos os meses à deriva.
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Quais números mostram a dimensão da sobrevivência de Poon Lim?
A história de Poon Lim impressiona porque seus números parecem quase incompatíveis com a fragilidade da situação. Ele não estava em um barco equipado para navegação longa, mas em uma balsa pequena, dependente do clima, da sorte e da própria capacidade de improvisar.
Esses dados explicam por que a história passou a ser lembrada não apenas como um caso de sorte, mas como uma combinação rara de resistência, adaptação e capacidade de manter a calma em uma situação prolongada.
Como Poon Lim conseguiu comida e água durante tantos dias?
No começo, a balsa tinha alguns suprimentos, o que deu a Poon Lim uma chance inicial de sobrevivência. Mas, com o passar dos dias, ele precisou depender de recursos improvisados, usando o que encontrava na própria balsa e no ambiente ao redor.
Ele coletava água da chuva quando possível e passou a pescar para conseguir alimento. Também precisou racionar energia, proteger-se do sol e adaptar sua rotina ao ritmo do oceano. O ponto mais impressionante é que ele não tinha controle real sobre o destino da balsa, apenas sobre pequenas decisões diárias que poderiam mantê-lo vivo por mais tempo.
As atitudes que ajudaram na sobrevivência foram:
- Racionar os suprimentos encontrados na balsa
- Coletar água da chuva quando havia oportunidade
- Pescar com recursos improvisados
- Aproveitar partes da balsa e objetos disponíveis
- Manter uma rotina para resistir ao isolamento
- Economizar energia em um ambiente sem previsão de resgate

Por que a história de Poon Lim continua tão impressionante?
A sobrevivência de Poon Lim continua forte porque mostra uma situação extrema sem romantizar o perigo. Ele não estava em uma aventura planejada, nem em uma expedição preparada. Era um trabalhador do mar lançado de repente em uma condição limite, sem saber se algum navio passaria perto o bastante para vê-lo.
Depois do resgate, sua história passou a circular como exemplo de resistência em naufrágios e sobrevivência marítima. Mais do que o recorde de 133 dias, o que torna o caso tão marcante é a sequência de escolhas pequenas que o mantiveram vivo. No meio do Atlântico, sozinho em uma balsa, Poon Lim transformou improviso, paciência e vontade de sobreviver em uma das histórias mais impressionantes da Segunda Guerra.
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