Menino preso no poço por 104 horas foi resgatado vivo após operação dramática que mobilizou Exército e equipes de emergência
Rahul Sahu caiu em um poço tubular no quintal de casa e passou mais de quatro dias preso antes de ser retirado com vida
Em uma tarde comum, uma criança brincava no quintal de casa quando desapareceu dentro de uma abertura estreita no chão. O que parecia um acidente impossível de vencer virou uma das operações de resgate mais tensas da Índia, com mais de 100 horas de escavação, equipes especializadas e uma corrida silenciosa contra o tempo.
Como um menino ficou preso por quatro dias em um poço?
O caso aconteceu em junho de 2022, no vilarejo de Pihrid, no distrito de Janjgir-Champa, no estado indiano de Chhattisgarh. Rahul Sahu, então com 11 anos, caiu em um poço tubular desativado enquanto brincava no quintal de casa.
A estrutura era estreita demais para que um adulto descesse diretamente. Isso transformou o resgate em uma operação complexa, porque as equipes precisaram abrir um túnel paralelo, monitorar o menino, manter oxigênio no local e avançar sem provocar desmoronamento.
Quem era o menino preso no poço por mais de 100 horas?
O menino resgatado foi Rahul Sahu, uma criança de 11 anos com deficiência auditiva e de fala, que ficou presa por cerca de 104 horas dentro de um poço tubular em Chhattisgarh, na Índia. Segundo a NDTV, ele caiu em um poço de cerca de 80 pés, o equivalente a aproximadamente 24 metros, e ficou preso em torno de 60 pés de profundidade, cerca de 18 metros.
O resgate terminou na noite de 14 de junho de 2022, depois de mais de quatro dias de trabalho. Rahul foi retirado com vida e levado ao hospital, em uma operação que mobilizou equipes da administração local, polícia, NDRF, SDRF e Exército.
Principais pontos do caso:
- Rahul Sahu tinha 11 anos na época do acidente
- Ele caiu no poço em 10 de junho de 2022
- O resgate terminou em 14 de junho de 2022
- A operação durou cerca de 104 horas
- Equipes abriram um túnel paralelo para alcançar a criança
- O menino foi retirado com vida e encaminhado ao hospital
Para complementar o tema, o canal NDTV apresenta o vídeo “NDTV Chronicles 104-Hour Long Rescue Operation in Chhattisgarh”. O material reconstitui a operação de resgate de Rahul Sahu e ajuda a visualizar a complexidade do trabalho feito pelas equipes:
Por que o resgate de Rahul Sahu foi tão difícil?
Segundo a NDTV, Rahul caiu em um poço estreito de 80 pés enquanto brincava no quintal da casa da família, no vilarejo de Pihrid. A criança ficou presa a cerca de 60 pés de profundidade, o que impedia uma retirada direta e obrigava as equipes a trabalharem com escavação lateral.
A dificuldade aumentava porque qualquer movimento errado poderia soltar terra, bloquear o espaço ou colocar a criança em risco. Por isso, o trabalho envolveu máquinas, especialistas em resgate, monitoramento contínuo e uma operação lenta, feita metro a metro.
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Quais números mostram a dimensão dessa operação?
O caso de Rahul Sahu chamou atenção porque reuniu tempo prolongado, profundidade, grande mobilização e risco constante. Os números ajudam a entender por que o resgate ganhou repercussão internacional.
A imprensa indiana também registrou que centenas de profissionais participaram direta ou indiretamente da operação. Alguns relatos falam em cerca de 500 pessoas mobilizadas, incluindo polícia, administração distrital, NDRF, SDRF e Exército.
O que fez esse resgate mobilizar tanta gente?
A operação precisava resolver dois problemas ao mesmo tempo. O primeiro era chegar até Rahul sem desmoronar o solo. O segundo era manter a criança viva durante horas de espera, com oxigênio, acompanhamento e comunicação limitada por causa de sua deficiência auditiva e de fala.
Equipes usaram escavação paralela, máquinas pesadas e apoio técnico para criar um caminho seguro até o ponto onde ele estava preso. O trabalho foi delicado porque o poço era estreito, profundo e instável, exigindo paciência em vez de pressa.
Fatores que tornaram o resgate mais complexo:
- Poço tubular estreito e desativado
- Criança presa a cerca de 18 metros de profundidade
- Risco de desmoronamento durante a escavação
- Necessidade de fornecer oxigênio durante a espera
- Comunicação difícil com a criança
- Mobilização de equipes de resgate, Exército e órgãos de desastre

Por que o caso de Rahul Sahu virou um alerta?
O resgate terminou com alívio, mas o caso expôs um problema recorrente em várias regiões da Índia: poços tubulares abertos, abandonados ou mal protegidos continuam representando risco grave para crianças. A situação se repete porque essas estruturas costumam ser estreitas, profundas e difíceis de perceber no terreno.
A história de Rahul Sahu ficou marcada porque teve um final feliz depois de 104 horas de tensão. Mas também deixou uma mensagem dura: uma abertura esquecida no quintal pode se transformar em emergência nacional quando não há proteção, sinalização ou fechamento adequado.
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