Israel ficará no Líbano enquanto Hezbollah não for desarmado
Benjamin Netanyahu reafirma permanência das tropas no sul libanês enquanto grupo apoiado pelo Irã mantiver armamento na região
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira, 30, durante visita a soldados posicionados no sul do Líbano, que as forças israelenses não deixarão o território enquanto o Hezbollah representar risco à segurança do país.
Neste momento, cerca de 1 milhão de libaneses, deslocados pelos combates desde março, buscam retornar às suas residências.
Declaração às tropas
Segundo comunicado divulgado pelo gabinete de Netanyahu, o premiê disse aos militares: “Nossa posição é clara: não sairemos do sul do Líbano até que a ameaça tenha desaparecido. E enquanto o Hezbollah armado estiver aqui e nos ameaçar, permaneceremos aqui”.
Netanyahu também se dirigiu diretamente ao Irã e ao Hezbollah: “Dizemos ao Irã e ao Hezbollah: saiam deste lugar, vocês não pertencem mais a este lugar (…) Existem dois estados soberanos que querem viver em paz”.
Segundo o premiê, Líbano e Israel são nações independentes com interesse mútuo em manter relações pacíficas.
Origem do conflito e saldo de vítimas
O confronto entre os dois países se intensificou em março, quando o Hezbollah lançou ataques contra Israel em solidariedade ao Irã, logo após o início das hostilidades israelenses contra a República Islâmica. A resposta israelense incluiu bombardeios extensivos e uma ofensiva terrestre em território libanês.
Atualmente, as tropas israelenses ocupam uma faixa classificada como “zona de segurança”, que se estende por aproximadamente 10 quilômetros a partir da fronteira, território adentro do Líbano. De acordo com dados das autoridades libanesas, os ataques israelenses já provocaram mais de 4.200 mortes desde o início da escalada.
Acordo de paz preliminar
Na sexta-feira, Líbano e Israel formalizaram, com mediação dos Estados Unidos, um acordo-quadro voltado à construção de uma paz duradoura entre as partes.
O texto estabelece que o governo libanês deverá retomar o controle pleno de seu território, condicionado ao “desarmamento verificado de grupos armados não estatais e ao desmantelamento de sua infraestrutura”, medida que, segundo o pacto, abriria caminho para uma retirada progressiva das forças israelenses da região.
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