Crusoé: Suprema Corte contraria Trump ao manter direito à cidadania
Seis dos nove juízes rejeitaram o decreto do presidente dos Estados Unidos que prejudicava filhos de imigrantes
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu rejeitar o decreto do presidente Donald Trump (foto) determinando que filhos de imigrantes ilegais ou turistas não podem ser cidadãos americanos.
Trump tentou dar uma nova interpretação para a 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, de 1868, segundo a qual “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãs dos Estados Unidos e do estado em que residem”.
Nesse ano, o país estava saindo da Guerra Civil e a intenção era incluir os ex-escravos na categoria de cidadãos.
Mais tarde, outra decisão da Suprema Corte, sobre um filho de pais chineses, nascido nos Estados Unidos, entendeu que qualquer pessoa que nasce nos Estados Unidos pode ser considerada um cidadão americano, mesmo se os seus pais estão no país ilegalmente ou temporariamente.
Segundo o decreto do presidente, crianças nascidas nos Estados Unidos de pais que estão no país ilegalmente ou temporariamente não estão “sujeitas à jurisdição” dos Estados Unidos — e, portanto, não se qualificam para a cidadania.
Imigração ilegal
Para Trump, o amplo direito à cidadania americana acaba funcionando como “um ímã para a imigração ilegal”.
Republicanos também costumam reclamar de um “turismo de nascimento”, para que crianças tenham a cidadania americana.
Após o decreto de Trump, vários pais de bebês que nasceram nos Estados Unidos solicitaram uma avaliação da Corte.
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