Centrão ou multidão?
Os principais encontros entre o governo e os vilões retratados na marcha bolsonarista.

Multidões foram às ruas no domingo (26) protestar contra o Centrão e o STF. Dois dias depois, Bolsonaro encontrou os presidentes da Câmara, do Senado e do STF para firmar um pacto.
A iniciativa foi criticada por O Antagonista. Afinal, o Judiciário não é — ou não poderia ser — instância política, e Dias Toffoli não tem mandato do STF para assinar “pactos”. Seu colega Marco Aurélio, inclusive, disse que jamais faria algo do tipo.
Esta não foi a primeira aproximação de Bolsonaro com os adversários de seus fãs. Relembre os principais encontros entre o governo e os vilões retratados na marcha bolsonarista.
– Fechando com Maia

Hostilizado digitalmente por 10 entre 10 perfis bolsonaristas e chamado de ‘Ñoño’ em referência ao filho do Seu Barriga em Chaves, Rodrigo Maia contou com o apoio do PSL de Bolsonaro para sua reeleição à presidência da Câmara. O apoio foi anunciado em 2 de janeiro, logo depois de o presidente vestir a faixa. Maia foi reeleito com 334 votos.
O candidato do próprio PSL, General Peternelli (PSL-SP), teve dois votos.
– Indicando o ex-ministro de Dilma

Quem Bolsonaro escolheu para ser líder de seu governo no Senado? Fernando Bezerra Coelho, do MDB de Pernambuco. Se o nome soa familiar, é porque é mesmo. Foi ministro da Integração Nacional durante o primeiro governo Dilma.
Em agosto de 2016, o Estadão publicou que a Polícia Federal (PF) comprovou que Bezerra Coelho recebeu R$ 20 milhões de Paulo Roberto Costa, referente ao pagamento de propina para a campanha de reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco. A denúncia foi feita por Costa em sua delação premiada.
Em fevereiro, a Veja publicou que Bezerra é investigado em cinco inquéritos na Justiça: dois da sua atuação como prefeito de Petrolina (PE), dois do período em que foi secretário no governo Campos, e um enquanto ministro de Dilma.
– Arquivando a Lava Toga

A chamada CPI da Lava Toga é uma exigência de longa data dos protestos bolsonaristas.
No fim de março, Davi Alcolumbre arquivou requerimento de criação de uma CPI do Judiciário. Um dos que deram uma forcinha foi Fernando Bezerra Coelho, que disse: “O Brasil quer se reconciliar, abrir espaço para o debate sereno, para a unidade”. Ou seja, pediu um pacto.
– Largando o Coaf

Até este domingo (26), as multidões pró-governo protestavam pela permanência do Coaf no Ministério da Justiça. A transferência foi um dos primeiros atos do novo governo.
Na segunda-feira (27), o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (PSL-SP) ainda prometia lutar para reverter a decisão da Câmara e manter o Coaf com Moro. Na terça, disse ter sido procurado por telefone pelo ministro, que pediu ‘ponderação’.
No dia seguinte, Bolsonaro afirmou que não pretende fazer um decreto para reverter a derrota.
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