Animal que encanta a ciência é registrado a 3.969 metros de altura pela primeira vez na América do Sul
O registro feito por câmera automática revelou um caso raro de albinismo em um dos ambientes mais altos e extremos da América do Sul.
Um veado-de-cauda-branca albino foi registrado nos Andes do Equador. A imagem surpreendeu cientistas por unir raridade genética, altitude extrema e um habitat difícil de monitorar.
Que animal foi registrado nos Andes?
O animal é um veado-de-cauda-branca, conhecido cientificamente como Odocoileus virginianus. O indivíduo chamou atenção por apresentar albinismo completo.
Segundo o estudo publicado na Therya Notes, ele tinha pelagem branca, olhos vermelhos e partes rosadas no nariz, nas orelhas e nos cascos.

Onde o flagrante aconteceu?
O registro foi feito nos Andes orientais do Equador, cerca de 50 km a leste de Quito. A área combina ecossistemas de páramo e floresta montana.
A câmera registrou o animal em 8 de janeiro de 2021, a 3.969 metros de altitude. Para os pesquisadores, esse foi o primeiro caso confirmado da espécie na América do Sul.
Por que o albinismo chama tanta atenção?
O albinismo ocorre quando há ausência ou forte redução de melanina. Essa condição altera a cor da pele, dos pelos e dos olhos em diferentes animais.
No caso descrito pela pesquisa científica, a combinação de pelagem branca, olhos vermelhos e extremidades rosadas ajudou a diferenciar albinismo de outras variações de cor.
- Albinismo: falta de melanina e presença de olhos avermelhados.
- Leucismo: perda parcial de pigmentação, geralmente sem olhos vermelhos.
- Melanismo: excesso de pigmento escuro no corpo do animal.
- Páramo: ambiente frio, alto e aberto dos Andes.
- Armadilha fotográfica: câmera automática usada para registrar fauna silvestre.
Por que esse registro é tão raro?
A raridade vem de dois fatores. Primeiro, albinismo em mamíferos silvestres já é incomum; segundo, registrar um indivíduo assim em ambiente de alta montanha é ainda mais difícil.
O estudo encontrou apenas um animal albino entre 147 registros de Odocoileus virginianus. Isso reforça que o caso não é uma aparição comum na paisagem andina.
Esse animal corre mais riscos na natureza?
Sim, pode correr. A coloração branca tende a deixar o animal mais visível em ambientes de vegetação escura, o que pode aumentar exposição a predadores.
Além disso, o albinismo pode envolver sensibilidade à luz e outros desafios de sobrevivência. Mesmo assim, o registro mostra que o indivíduo conseguiu circular no páramo até ser captado pela câmera.
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Qual é o alerta da descoberta?
O alerta é que espécies comuns também podem esconder histórias raras. Um animal conhecido pela ciência pode revelar novos dados quando aparece em um lugar, cor ou condição inesperada.
O veado-de-cauda-branca albino registrado no Equador mostra a importância de monitorar os Andes. Em uma única imagem, a ciência encontrou genética, conservação e um retrato raro da vida em altitude extrema.
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