Papuda nega pressão sobre Careca do INSS e cita protetor labial com cannabis
Seape afirmou ao STF que abordagem ao empresário na prisão teve caráter informativo e ocorreu após revista na cela
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que policiais penais tenham pressionado o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, a firmar um acordo de colaboração premiada na Penitenciária da Papuda.
A manifestação foi enviada ao ministro André Mendonça após a defesa de Antunes afirmar que o empresário foi retirado da cela e submetido a “questionamentos informais” sem a presença dos advogados, incluindo perguntas sobre uma eventual delação premiada.
Diante da denúncia, Mendonça determinou que a direção do presídio prestasse esclarecimentos e comunicou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Ácido hialurônico e cannabis”
Segundo a secretaria, a conversa ocorreu após uma revista realizada em 2 de junho, quando foi apreendido na cela de Antunes um protetor labial com a inscrição “ácido hialurônico e cannabis”, produto considerado incompatível com as normas internas da unidade.
A Seape afirmou que a abordagem teve caráter “exclusivamente informacional e preventivo”, voltado à atividade de inteligência penitenciária para apurar como o objeto entrou no presídio.
O órgão disse ainda que a diligência não constituiu interrogatório, investigação criminal ou produção de prova.
Apontado pela Polícia Federal como um dos principais envolvidos no esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS, Antunes está preso preventivamente e, até o momento, não iniciou negociações para um acordo de colaboração premiada.
A defesa informou que não comentará o conteúdo da resposta da Seape ao STF.
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