Wilson Pedroso na Crusoé: Quando o dinheiro senta à mesa, a polarização levanta
A questão não é saber se o Master era de esquerda ou direita, mas como um banco com problemas conseguiu construir tanto acesso político
O Brasil passa boa parte do tempo discutindo quem está de um lado e quem está do outro.
No Caso Master, essa divisão desapareceu.
Daniel Vorcaro circulou pela direita, pelo centro e pela esquerda. Falou com gente do governo, da oposição e do Congresso. Quando o banco entrou em colapso e a investigação avançou, cada grupo tentou empurrar o problema para o colo do adversário.
Na semana passada, a Polícia Federal chegou a Jaques Wagner (a direita na foto), líder do governo Lula no Senado. O senador nega ter recebido vantagens ou atuado em favor do banco.
Antes dele, o caso já havia atingido Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro (à esquerda na foto).
Flávio admitiu ter procurado Vorcaro para buscar financiamento para um filme sobre o pai, mas rejeita qualquer irregularidade.
Não cabe condenar ninguém antes da apresentação das provas. Busca policial não é sentença, amizade não é crime e conversa não comprova contrapartida.
Mas a fotografia política já está na mesa.
Polarização
A polarização funciona muito bem no palanque.
Ela organiza o eleitor, mobiliza as redes sociais e cria a sensação de que o país está dividido entre dois projetos que jamais se encontram.
O dinheiro trabalha de outra forma.
Quem busca influência não escolhe…
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Comentários (1)
Annie
27.06.2026 11:05A verdade é que o amor ao dinheiro não vê ideologia .