Starmer anuncia renúncia ao cargo de primeiro-ministro britânico
Reino Unido terá seu sétimo chefe de governo em dez anos
Keir Starmer (foto) anunciou nesta segunda-feira, 22, que irá renunciar ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido e à liderança do partido Trabalhista.
Em discurso, ele reconheceu não ser a pessoa mais indicada para conduzir o país nas próximas eleições gerais.
“A questão que se coloca agora não é quem estava em melhor posição para mudar o Partido Trabalhista, para nos levar ao poder e para iniciar o trabalho vital de melhorar a vida de milhões de pessoas. Essas questões já foram respondidas. A questão que o meu partido coloca agora é se sou eu o mais indicado para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa pergunta e aceito-a de bom grado. Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que amo em primeiro lugar. É por isso que renunciarei à liderança do Partido Trabalhista”, disse.
Starmer afirmou ter conversado com o rei Charles III pela manhã para informá-lo sobre a decisão.
Ele também disse que as indicações de nomes para substituí-lo devem começar em 9 de julho.
O próximo premiê britânico será escolhido pelo Partido Trabalhista.
Starmer já solicitou ao Comitê Executivo Nacional da legenda que crie um cronograma para substituí-lo.
“Permanecerei no cargo até o término da disputa e farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir uma transição de poder ordenada. Darei total apoio ao meu sucessor”, disse.
A expectativa é que o processo seja concluído até 1º de setembro, quando termina o recesso de verão do Parlamento britânico.
Com a renúncia de Starmer, o Reino Unido terá seu sétimo chefe de governo em dez anos.
Pressão interna no partido Trabalhista
A saída de Starmer ocorre em meio a forte pressão de parlamentares trabalhistas.
Segundo relatos da imprensa britânica, mais de cem deputados já defenderam publicamente sua renúncia ou ao menos a definição de uma data para deixar o cargo.
Apesar disso, Starmer vinha rejeitando a ideia de renúncia.
Na sexta-feira, 19, ele telefonou a membros do governo para reafirmar que pretendia permanecer no cargo.
Segundo regras do Partido Trabalhista, qualquer candidato à liderança precisa do apoio de ao menos 20% da bancada, ou 81 deputados.
A eleição de Andy Burnham, principal rival de Starmer no partido Trabalhista, para o Parlamento intensificou a pressão sobre o atual primeiro-ministro.
Parlamentares trabalhistas esperam que Burnham, conhecido por suas habilidades de comunicação, possa revitalizar o partido.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)