Israel e Líbano terão nova rodada de negociações nos EUA
Encontro ocorrerá entre 23 e 25 de junho em Washington
A próxima rodada de negociações entre Líbano e Israel será realizada de 23 a 25 de junho, em Washington, segundo informou o Departamento de Estado dos EUA após uma conversa entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o presidente libanês, Joseph Aoun.
Durante a conversa, Rubio reiterou a necessidade de desarmamento do grupo terrorista Hezbollah e reafirmou o apoio dos Estados Unidos aos esforços do governo libanês para fortalecer a soberania do país.
Segundo comunicado divulgado pelo porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, Rubio destacou o compromisso americano com a construção de “um Estado libanês plenamente soberano e em paz com todos os seus vizinhos”.
Novas sanções
Na quinta, 18, o Departamento de Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra autoridades, empresas e empresários libaneses ligados ao grupo terrorista Hezbollah.
A medida foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) em meio ao acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã.
O secretário, Scott Bessent, afirmou que o Hezbollah precisa se desarmar para que o Líbano tenha um “futuro seguro e próspero”.
“O Tesouro continuará a mirar as redes financeiras do Hezbollah e a responsabilizar aqueles que permitem que o grupo prejudique o Estado libanês e ameace as perspectivas de uma paz duradoura.”
Figuras sancionadas
Entre os nomes incluídos na nova rodada de sanções está Sleiman Frangieh, líder do Movimento Marada.
Segundo o governo americano, ele teria recebido apoio financeiro do Hezbollah em troca de respaldo a estratégias destinadas a enfraquecer candidatos independentes e reformistas nas eleições parlamentares libanesas.
Outro alvo foi Mahmoud Qamati, apontado pelos EUA como uma das principais lideranças políticas da organização.
“O vice-chefe do conselho político do Hezbollah, Mahmoud Qamati, coordena o contrabando de dinheiro do Irã para o Hezbollah e defende os interesses do grupo no Líbano.”
As autoridades americanas também ampliaram sanções já impostas ao empresário Alaa Hassan Hamieh e à sua rede empresarial.
De acordo com a investigação, o grupo operava em diversos países do Oriente Médio por meio de empresas utilizadas para arrecadar recursos, executar contratos e movimentar fundos destinados ao Hezbollah.
As empresas atingidas pelas novas medidas também estariam vinculadas a projetos desenvolvidos durante o regime de Bashar al-Assad na Síria.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)