“Se a PF puxar o fio, o PT acaba”, diz Flávio
Em vídeo, senador rebateu acusação de Jaques Wagner de que ele teria disseminado uma fake news
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu nesta sexta-feira, 19, uma declaração do senador Jaques Wagner (PT-BA), que o acusou de disseminar uma “fake news” ao afirmam que o escândalo do Banco Master surgiu no PT da Bahia.
Em vídeo divulgado nas redes, Flávio vinculou as suspeitas de irregularidades de Wagner, líder do PT no Senado, ao governo Lula.
“Ontem o Lula tava dizendo lá fora que não era de esquerda. Hoje, a Polícia Federal encontra dinheiro vivo em dólar e euro, e investiga um suposto esquema de propina envolvendo o líder do PT no Senado, Jaques Wagner. O homem forte do Lula teria recebido do Master um apartamento de luxo, uma mansão suspensa em Salvador, além de outros pagamentos suspeitos.”
Flávio afirmou também que Wagner seria “apenas a ponta do iceberg” e que “se a PF puxar o fio”, o Partido dos Trabalhadores (PT) acabaria.
“E qual é a suspeita da Polícia Federal? Propina. Ainda encontraram mais de 50 mil dólares, 30 mil euros e 13… sim, 13 relógios na casa dele. Será que o líder do governo Lula planejava fugir do Brasil? Será? Desse jeito só falta o Lula dizer que não conhece o seu amigo e o seu líder no Senado. O brasileiro já conhece esse roteiro. Quando aparece escândalo, ninguém do PT sabe de nada. Jaques Wagner é só a ponta do iceberg. Se a Polícia Federal puxar o fio, o PT acaba!”, disse.
Operação contra Jaques Wagner
A Polícia Federal deflagrou na quinta uma nova fase da operação Compliance Zero, desta vez mirando Jaques Wagner.
Ao todo, buscou-se cumprir 18 mandados de busca e apreensão que foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Um dos locais da busca foi o hotel Brasília Palace, na capital federal, onde Wagner reside.
Segundo a Polícia Federal, também buscou-se cumprir medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.
“Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro”, informou a PF.
Também foi alvo da PF o empresário Augusto Lima, aliado de Vorcaro. A corporação suspeita que Wagner atuou em favor de Lima no Senado e que, em contrapartida, teria recebido propina da ordem de 3,5 milhões de reais por meio de um imóvel registrado em nome de parentes, entre outras formas de pagamento. Wagner também teria recebido ingressos para shows e feito viagens em jatinhos bancados por Vorcaro.
A PF sustenta que Wagner atuou em favor do Master tanto na chamada “emenda Master”, que visava ampliar o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), quando em outra proposta para ampliar os limites de concessão de crédito consignado.
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