Israel e Hezbollah concordam com nova trégua, diz agência
O cessar-fogo entre os militares israelenses e os terroristas libaneses começou às 16 horas, no horário local
Citando uma autoridade do governo americano, a agência de notícias Reuters noticiou nesta sexta-feira, 19, que Israel e Hezbollah concordaram com um novo cessar-fogo.
A trégua entre os militares israelenses e os terroristas libaneses começou às 16 horas, no horário local.
“O Hezbollah e Israel concordaram com um cessar-fogo”, disse a autoridade à Reuters.
“Entendemos que, após a troca de tiros hoje cedo, Israel e Hezbollah estão agora em um cessar-fogo”, acrescentou.
O acordo foi intermediado por Estados Unidos, Catar e Irã.
Ataques no Líbano
As Forças de Defesa israelenses atacaram nesta sexta, 19, mais de 80 alvos terroristas no sul do Líbano.
“Em resposta às violações repetidas e flagrantes do cessar-fogo pelo Hezbollah, o IDF atacou 2 centros de comando do Hezbollah no Vale do Beqaa, mais de 80 alvos terroristas no sul do Líbano e eliminou dezenas de terroristas do Hezbollah.”
Acordo entre EUA e Irã
O fim dos ataques em todas as frentes do combate, incluindo o Líbano, é um dos pontos do memorando de entendimento entre EUA e Irã.
O acordo, no entanto, foi ameaçado após primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, prometer a manutenção das tropas israelenses na zona segurança estabelecida no sul do Líbano “pelo tempo que for necessário”.
“Vamos restaurar a segurança e a prosperidade nas cidades do norte. Isso exige a manutenção da zona de segurança no sul do Líbano; exige que não a abandonemos enquanto as necessidades de segurança de Israel assim o exigirem”, disse o premiê, em cerimônia oficial.
Durante a reunião do G7, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter sugerido a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah.
“Eu considero essa a guerra menor, a do Irã é a grande, mas temos aquele pequeno problema que constantemente aparece, que é o Hezbollah. E sabe, eu fui muito responsável pela Síria. E o homem que está governando a Síria agora é uma pessoa que eu coloquei lá junto com o presidente Erdogan e alguns outros. Ele fez um trabalho incrível para unir o país. Ele não é nenhum santo, mas fez um trabalho incrível para unir o país. E ele se dá muito bem com o Hezbollah, não gosta deles. E vou te dizer uma coisa, Israel está lutando contra o Hezbollah há muito tempo e muitas pessoas estão sendo mortas. E você não precisa demolir um prédio de apartamentos toda vez que está procurando por alguém, porque há muitas pessoas nesses prédios. E nem todos são assim. Posso te garantir. E eu sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah porque, para ser honesto, acho que eles fazem um trabalho melhor nisso. E eu não gostava da Síria”, disse Trump ao se reunir com o xeque Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani, do Catar.
“Não gostei que, duas horas antes de assinarmos o acordo, houve um ataque no Líbano, em Beirute. Foi bem no meio do país, não foi no sul, sabe, foi em Beirute. Eu não gostei disso. Deixei claro que não gostei. De jeito nenhum. Mas acho que a Síria, sabe, conseguiu unir aquele país de forma surpreendentemente rápida. É muito competente e tem sido muito bom para mim. Atendeu a tudo o que eu pedi. E se Israel não conseguir fazer o trabalho sem matar todo mundo, ele fará. A Síria fará o trabalho”, acrescentou.
Desde janeiro de 2025, a Síria é liderada por Ahmed al-Sharaa, líder do HTS (Hayat Tahrir al-Sham), grupo classificado como terrorista pelos EUA e pela União Europeia.
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