Motoristas que insistem na faixa do meio podem acabar recebendo multa na autoestrada
Via central não é lugar fixo quando a direita está livre.
A faixa do meio parece um refúgio confortável na autoestrada, mas em Portugal ela não é uma via de permanência livre. Quando a direita está disponível, insistir no centro pode virar infração e atrapalhar todo o fluxo.
Por que tanta gente erra sem perceber?
Muitos motoristas escolhem a via central por sensação de segurança. Ela parece afastar o carro dos acessos, caminhões e entradas, criando a impressão de condução mais tranquila.
O problema é que essa escolha muda a lógica da estrada. Quando a direita fica vazia e alguém permanece no meio, os outros condutores precisam reorganizar ultrapassagens, reduzir velocidade ou assumir riscos desnecessários.

O que a regra portuguesa exige na autoestrada?
Em Portugal, a regra geral é circular pela via mais à direita sempre que ela estiver livre e for seguro fazê-lo. As vias à esquerda servem para ultrapassar, contornar obstáculos ou preparar mudança de direção.
Por isso, a faixa do meio não deve ser tratada como posição padrão. Depois de ultrapassar, o condutor deve regressar à direita assim que puder fazê-lo sem criar perigo.
Os pontos centrais da regra são:
Quando a faixa do meio pode ser usada sem problema?
A via central pode ser usada quando a faixa da direita está ocupada, quando há necessidade de ultrapassar ou quando a circulação exige adaptação por segurança, obras, trânsito intenso ou mudança de direção.
O erro está em permanecer ali por hábito, com a direita livre e sem manobra em andamento. Nesse caso, a faixa central deixa de ajudar e passa a bloquear a lógica natural da autoestrada.
Situações comuns que exigem atenção incluem:
- Ultrapassar um veículo mais lento e regressar à direita depois.
- Evitar veículo parado, obra, obstáculo ou entrada perigosa.
- Manter distância segura em tráfego mais denso.
- Preparar mudança de direção quando a sinalização permitir.
- Não usar a via central apenas por conforto ou distração.
O que o Código da Estrada prevê para esse comportamento?
A infração não depende de excesso de velocidade. Um motorista pode estar dentro do limite e, ainda assim, cometer erro se ocupar a via errada sem justificativa.
O artigo 13.º do Código da Estrada determina circulação pela via mais à direita quando há duas ou mais vias no mesmo sentido e prevê coima de 60 a 300 euros para a infração.

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Por que esse hábito também cria risco para outros condutores?
Quando alguém bloqueia a faixa do meio, motoristas mais rápidos podem tentar contornar pela esquerda ou cair na tentação de passar pela direita. Isso aumenta tensão, travagens e manobras inesperadas.
A DECO Proteste também alerta que ultrapassar pela direita pode gerar coimas mais altas, de 250 a 1.250 euros, em situações que não se enquadrem nas exceções legais. O erro de um condutor pode empurrar outro para uma manobra arriscada. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Que detalhe separa condução prudente de uma coima inesperada?
A diferença está na necessidade. Usar a faixa do meio para ultrapassar, evitar risco ou adaptar-se ao trânsito faz parte da condução normal. Permanecer ali por costume, com a direita livre, muda a leitura da fiscalização.
Na autoestrada, conduzir bem não é apenas respeitar a velocidade. É ocupar a via certa no momento certo. Às vezes, o gesto que evita multa e irritação é simples: terminar a manobra, sinalizar e regressar à direita.
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