Dólar, petróleo e bolsas nessa sexta-feira
Com Wall Street fechada, investidores voltam atenções ao petróleo, ao dólar e aos desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio
A sexta-feira (19) começou com os investidores operando em modo defensivo. A combinação de liquidez reduzida pela ausência de Wall Street, incertezas sobre as negociações entre Irã e Estados Unidos e a recente sinalização mais dura do Federal Reserve manteve os mercados sob cautela.
O feriado de Juneteenth fechou as bolsas americanas na véspera e retirou uma referência importante para os ativos internacionais, situação que costuma reduzir o volume de negócios em outras praças, incluindo a brasileira.
Na Ásia, o destaque ficou para o Japão, onde o índice Nikkei voltou a registrar máximas históricas. Já na Europa, os principais índices abriram sem direção única, refletindo a ausência dos investidores americanos.
O petróleo Brent subia cerca de 1% nesta manhã, renovando a casa dos 78 dólares por barril, na expectativa por novos desdobramentos no Oriente Médio.
O principal foco dos mercados continua sendo a relação entre Washington e Teerã. As negociações previstas para avançar nesta sexta-feira na Suíça foram adiadas, alimentando dúvidas sobre a estabilidade do acordo provisório que havia reduzido o risco de interrupções no Estreito de Ormuz.
No Brasil, o Ibovespa futuro operava na pré-abertura com leve viés positivo, oscilando próximo aos 168 mil pontos. O cenário externo tende a exercer influência ainda maior em razão da agenda doméstica mais esvaziada após a Super Quarta.
Com o Banco Central cortando a Selic, mas ainda assim a mantendo em patamar elevado, e reforçando uma postura cautelosa em relação à inflação, os investidores voltam suas atenções para os efeitos que um petróleo mais caro pode provocar sobre as expectativas para os preços nos próximos meses.
O Ibovespa deve enfrentar uma sessão de menor liquidez, mas continua sustentado por fatores que favorecem empresas exportadoras e produtoras de commodities.
Petrobras tende a permanecer no radar devido à valorização do petróleo, enquanto Vale acompanha o comportamento mais fraco do minério de ferro na China.
No mercado de câmbio, a valorização internacional do dólar após a sinalização de juros americanos elevados por mais tempo adiciona pressão sobre moedas emergentes.
Para o investidor brasileiro, a abertura desta sexta-feira mostra um mercado atento menos aos indicadores econômicos do dia e mais aos riscos geopolíticos que seguem influenciando preços de energia, câmbio e ativos de risco no mundo inteiro.
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