Carlos Viana liga operação contra Wagner à CPMI do INSS
Ex-presidente da comissão diz que apurações chegaram perto demais do poder
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, afirmou que a operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), representa um desdobramento das investigações conduzidas pela comissão parlamentar.
Em publicação nas redes sociais, Viana afirmou que a CPMI reuniu provas e identificou conexões que, segundo ele, acabaram sendo interrompidas por integrantes da base governista quando as apurações se aproximaram de personagens ligados ao chamado Caso Master.
O parlamentar citou a Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e destacou que a investigação alcançou o senador petista.
Segundo a Polícia Federal, a operação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento envolvendo personagens ligados ao Banco Master. O caso também investiga benefícios supostamente concedidos em troca de vantagens indevidas.
Viana elogiou a atuação de Mendonça e afirmou que houve tentativas de barrar o avanço das investigações.
“Dessa vez o fio não foi cortado”, escreveu o senador ao sustentar que as apurações devem prosseguir até a conclusão dos fatos.
Jaques Wagner nega irregularidades. A defesa do senador sustenta que não houve prática ilícita e afirma que os fatos serão esclarecidos ao longo da investigação.
A operação elevou a pressão sobre o governo Lula e ampliou a disputa política em torno das conclusões da CPMI do INSS e dos desdobramentos do Caso Master.
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