PGR rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro
PF também se posicionou contra o acordo de colaboração do ex-banqueiro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira, 15, a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A decisão segue o entendimento da Polícia Federal (PF), que já havia negado a proposta na semana passad
Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os termos oferecidos por Vorcaro não apresentam fatos ou elementos novos em relação ao que já é conhecido pelas autoridades e consta nas investigações em andamento.
Além disso, a proposta não trouxe um compromisso concreto de devolução de recursos, considerado um dos principais pontos para o avanço das negociações.
A PGR defendia que Vorcaro sinalizasse a restituição de pelo menos R$ 60 bilhões aos cofres públicos como condição para dar continuidade às tratativas.
Esta foi a primeira manifestação formal da Procuradoria sobre a proposta de colaboração do banqueiro. Após a primeira negativa da Polícia Federal, a PGR ainda manteve conversas com os advogados de Vorcaro na tentativa de avaliar eventuais ajustes nos termos do acordo.
Operação Compliance Zero
Preso preventivamente desde 4 de março de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro foi retirado em 18 de maio da acomodação especial na Superintendência da PF Brasília e passou a ocupar uma cela destinada a presos em trânsito na mesma unidade.
Depois, ele foi transferido para a Papuda.
A Operação Compliance Zero, que motivou a prisão, apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas envolvendo o Banco Master. Vorcaro foi levado para a capital federal dois dias após a segunda prisão preventiva, em 6 de março, e permanece sob custódia da PF desde então.
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