Bolsas avançam com expectativa de paz no Oriente Médio
Mercados reagem ao acordo entre EUA e Irã com forte alta das bolsas e queda do petróleo após meses de incerteza no Oriente Médio já
Os mercados brasileiros e americanos iniciaram a segunda-feira, 15 de junho, com viés positivo, impulsionados pelo anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um acordo preliminar com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir as tensões no Oriente Médio.
No Brasil, o Ibovespa futuro sinalizava alta superior a 1% na pré-abertura, refletindo o bom humor global e a forte queda nos preços do petróleo.
O índice beneficiava-se da melhora no apetite por risco e da redução das preocupações com o abastecimento mundial de energia. O dólar recuava para a casa de 5,06 reais, favorecendo o fluxo de capital para ativos emergentes.
Nos EUA, os contratos futuros dos principais índices avançaram com força antes da abertura de Wall Street.
O Dow Jones subia cerca de 1%, o S&P 500 avançava 1,2% e o Nasdaq registrava ganho próximo de 2%. O alívio geopolítico favoreceu os ativos de risco e reduziu a demanda por proteção em títulos do Tesouro.
A notícia do acordo, divulgada no domingo, provocou uma queda expressiva nos preços do petróleo. O WTI recuou mais de 5%, enquanto o Brent também registrou perdas significativas, ampliando o movimento de baixa iniciado na semana passada com os primeiros sinais de aproximação entre Washington e Teerã.
Antes da escalada das tensões, cerca de um quinto do petróleo mundial transportado por mar passava pelo Estreito de Ormuz.
A interrupção parcial havia gerado choque de oferta, elevando os preços da commodity e alimentando temores de inflação e menor crescimento econômico.
Para os investidores, a perspectiva de energia mais barata representa um alívio importante para as pressões inflacionárias que se intensificaram desde o início do conflito.
Isso cria um ambiente mais favorável para os bancos centrais, especialmente o Federal Reserve dos EUA, e pode reduzir parte das preocupações de que os cortes de juros sejam adiados.
Apesar do otimismo inicial, participantes do mercado seguem cautelosos. Detalhes do acordo ainda precisam ser formalizados, com assinatura prevista para 19 de junho, e eventuais reveses podem alterar o cenário.
No Brasil, o foco permanece na reação das empresas ligadas ao petróleo, como a Petrobras, e no impacto sobre a inflação doméstica.
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