Prefeitura vai processar governo federal após morte em rope jump
Município de Limeira aponta omissão na fiscalização da Ponte do Esqueleto; jovem de 21 anos foi lançada sem corda de segurança
A Prefeitura de Limeira anunciou que vai processar o governo federal após a morte de uma mulher durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, neste sábado, 13. O município afirma que há omissão da União na fiscalização e no controle de acesso ao local.
A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de cerca de 40 metros após ser lançada sem estar presa à corda de segurança.
Seis pessoas foram levadas à delegacia após o caso. Três delas foram detidas e são investigadas por homicídio com dolo eventual.
Os suspeitos atuavam como instrutores em um grupo informal de prática de rope jump.
Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido lançada sem a devida fixação do equipamento de segurança.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento do salto e uma corda aparentemente solta no chão antes da queda. As imagens rodaram o mundo.
A delegada responsável pelo caso afirmou que a equipe não tinha regulamentação nem autorização para atuar no local e apontou falhas no procedimento de segurança durante a atividade.
Disputa sobre responsabilidade
Em nota, a prefeitura afirma que a responsabilidade pela área é da União e diz que já vinha cobrando providências desde 2025.
O governo federal, por meio da Secretaria do Patrimônio da União, disse que a prática do rope jump no local era irregular e que colabora com as investigações.
A Ponte do Esqueleto é uma antiga estrutura ferroviária na zona rural de Limeira e já foi cenário de outros acidentes envolvendo saltos. No ano passado, ao menos duas pessoas ficaram feridas na prática da atividade.
Maria Eduarda era formada em Educação Física e costumava publicar conteúdos sobre atividades físicas e natureza nas redes sociais.
Poucas horas antes do salto, ela chegou a postar uma mensagem sobre a decisão de participar da atividade.
“Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”, escreveu em tom de brincadeira.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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Comentários (3)
Aldo
14.06.2026 16:38É um grau de incompetência desse pessoal que promovia esse entretenimento que custa acreditar. Não há um protocolo, uma sequência a ser conduzida antes de lançar alguém? Nenhum deles é o responsável por amarrar a pessoa que quer fazer tal salto? Uma hora é um, outra hora é outro, ou fica a cargo de quem vai se arriscar? Até a jovem falhou, ou ela não sabia que deveria haver uma corda presa nela? Não percebeu que não havia nada? Porque não gritou quando a levantaram e sabia que não havia nada preso nela? Gostaria que fosse filmado e divulgado o interrogatório destas bestas quadradas para saber o que alegarão.
Francisco Junior
14.06.2026 11:53A prefeitura queria que (1) a União deixasse lá um fiscal de plantão para verificar todo pulo ou (2) a União verificasse a documentação dessa empresa para ver se ela segue todas as políticas de segurança pelo menos no papel? Acho que a Prefeitura está apenas tentando fazer populismo para não ser implicada - quando na verdade os verdadeiros culpados são os inconsequentes que jogaram a moça, e ela mesma - nenhum desses se preocupou com uma coisa básica - a corda.
Pode-se atribuir a responsabilidade a um ou outro órgão do governo, mas acho que quem deve repensar essa atividade são os promotores do evento, mas também aos participantes, que demonstram desejo por desafiar a vida. Penso da mesma forma quando vejo acidentes que aconteceram com escaladores de montanhas perigosas, como o Everest.