Bruno Soller na Crusoé: Trump esquece que seu eleitor não vive em Teerã
Guerra à inflação é mais importante para os americanos que a guerra contra os aiatolás
Fazer a América grande de novo foi o slogan escolhido por Donald Trump. A frase se encaixou bem no ideário do eleitor médio americano.
Em um novo mundo em que os processos da dinâmica do trabalho e da produção, além da integração econômica global, alteraram significativamente a vida nas pequenas cidades do interior do país, as palavras do magnata soaram como uma esperança de retomada de uma vida que já não mais existe.
A desindustrialização, a falta de empregos formais e a substituição da mão de obra impactaram o sonho da classe média americana.
A forma impositiva e firme de falar de Donald Trump transmitiu uma segurança para o cidadão, que ia de encontro ao que Joe Biden representava.
A fragilidade de saúde do democrata apenas concretizava uma imagem de decadência da maior potência global.
Uma certa ruína de um império, que precisava de alguém com punho firme para pôr ordem nas coisas.
Do ponto de vista simbólico, a lógica dos Estados Unidos no papel de “polícia do mundo” sempre surtiu efeito para a nação fundada no princípio do Destino Manifesto, mas esse rol só cabe quando as estruturas estão fincadas em bases sólidas.
A promessa de uma América forte só ganhou ressonância porque era vista como uma fortaleza para as pessoas.
O eleitor escolheu Trump para melhorar a sua vida e acreditou piamente que ele iria enfrentar a alta de preços e reorganizar o país…
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