Letícia Barros na Crusoé: O milagre econômico e político dos Estados Unidos
Os americanos detêm os mesmos valores há 250 anos – e isso é, precisamente, o que transforma o país na nação que mais produziu liberdade, prosperidade e inovação
Ao caminhar pelas ruas da cidade de Coronado, no sul da Califórnia, notei uma placa que dizia “não suje a rua e respeite a propriedade privada”.
Ao redor, além de não ter encontrado um canudo sequer no chão, observei que nenhuma das casas tinha muros – e ninguém ousava pisar na grama do vizinho.
Deslumbrada, minha mente só conseguia fazer uma única reflexão: qual é o segredo para tanta civilidade?
Placas e sinais com verbos imperativos são comuns na maioria dos municípios, embora nem todos sejam seguidos.
O que me chamou a atenção não foi a ordem para não sujar – o que, naturalmente, encontramos em qualquer cidade litorânea –, mas sim a ordem de respeitar a propriedade privada alheia.
Em todos os meus anos, nascida e criada no Brasil, eu nunca vi uma placa dessa natureza em meu país.
E, por mais que seja um detalhe mínimo, essa placa reflete os valores sobre os quais os Estados Unidos da América foram fundados.
A minha ida à Califórnia teve como objetivo comparecer ao evento Galt’s Gulch, organizado pela Atlas Society, uma organização sem fins lucrativos que promove o objetivismo – a filosofia da razão, do individualismo e do capitalismo de livre mercado criada por Ayn Rand.
O evento reuniu intelectuais e jovens de todo o mundo para debater temas atuais sobre filosofia, política e economia.
Os custos de dar a sua opinião e ser fiel à verdade na era digital, os mitos do coletivismo e renda básica universal foram alguns dos assuntos abordados.
O dia 4 de julho de 2026 marca a celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Naturalmente, o evento promoveu palestras sobre o tema.
As conversas que ouvi durante a Galt’s Gulch apenas…
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