Mercados reagem à possibilidade de acordo no Oriente Médio
Presidente Donald Trump sinalizou um entendimento diplomático entre EUA e Irã; Estreito de Ormuz será reaberto após a assinatura do pacto
A perspectiva de um entendimento diplomático entre Estados Unidos e Irã movimentou os mercados financeiros globais nesta quinta-feira, 11. O dólar recuou 1,37% e fechou a R$ 5,10, enquanto o petróleo Brent caiu 2,92%, para US$ 90,38 o barril.
Com a sinalização do presidente Donald Trump sobre a aprovação dos termos finais de um pacto, investidores reposicionaram suas apostas, reduzindo prêmios de risco e buscando ativos mais agressivos.
Alívio cambial e de commodities
O movimento ganhou força após Trump cancelar ataques planejados contra o Irã e confirmar que todas as partes envolvidas aprovaram os termos finais do acordo. A promessa de reabertura imediata do Estreito de Ormuz após a assinatura do pacto foi determinante para a mudança de sentimento.
“O mercado vinha de um pregão mais morno, embora ainda preocupado com os ataques recentes. Mas essa notícia, somada à informação de que o Estreito de Ormuz pode ser reaberto imediatamente após o acordo, gerou uma forte onda de otimismo entre os agentes”, afirmou a O Globo Luan Aral, especialista em câmbio da Genial Investimentos.
A queda do petróleo reflete a redução das preocupações com possíveis interrupções na oferta global de energia. Com a diminuição das tensões geopolíticas, os mercados também aceleraram a queda dos juros futuros, sinalizando confiança na melhora do cenário externo.
Bolsas em alta, cautela persistente
O Ibovespa superou os 170 mil pontos, registrando alta de 0,83%, enquanto as bolsas de Nova York avançavam mais de 1%, recuperando perdas com apoio das ações de tecnologia. Por volta das 15h, o dólar era negociado a R$ 5,11, aprofundando as perdas do pregão.
Apesar do otimismo, o mercado segue atento. Os detalhes do acordo ainda não foram divulgados, e a volatilidade do petróleo permanece sensível a novas declarações de Trump.
Além disso, os preços ao produtor americano avançaram em maio no ritmo mais forte em mais de três anos, refletindo os efeitos da alta recente da energia — fator que pode limitar a euforia nos próximos pregões.
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