Trump sugere acordo e cancela ataques programados contra o Irã
O presidente dos EUA disse que as discussões foram "levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter cancelado os ataques e bombardeios programados contra o Irã para a noite desta quinta-feira, 11, sugerindo ter chegado a um acordo com o regime de Mojtaba Khamenei.
Na rede Truth Social, ele afirmou que as discussões foram “levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas”.
“Considerando que as discussões com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã para esta noite. As discussões e os pontos finais foram, tanto em conceito quanto em detalhes, aprovados por todas as partes envolvidas, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros. O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor até que esta transação seja finalizada — a data e o local da assinatura serão anunciados em breve.”
As ameaças de Trump
Mais cedo, Trump afirmou que os EUA irão tomar a Ilha de Kharg, importante centro de exportação do petróleo iraniano, em breve.
Ele também prometeu atacar o Irã “com muita força” ainda hoje.
“Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram DESTRUÍDAS!) com muita força esta noite. Em algum momento num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América”, escreveu no Truth Social.
Kharg responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas.
Na Venezuela, os EUA assumiram a comercialização do petróleo venezuelano em uma ação negociada com a presidente interina, Delcy Rodríguez.
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