Silvio Garattini, pesquisador de câncer de 97 anos: “Eu nunca como até me fartar”
Oncologista italiano e referência em pesquisas sobre longevidade, afirma que viver mais não depende de dietas radicais nem de fórmulas milagrosas.
Silvio Garattini, oncologista italiano de 97 anos e referência em pesquisas sobre longevidade, afirma que viver mais não depende de dietas radicais nem de fórmulas milagrosas.
Segundo ele, dois hábitos simples fazem a diferença: comer menos e manter o corpo em movimento todos os dias.
Por que esse médico nunca sai da mesa totalmente satisfeito?
Garattini defende que o mais importante não é quantas vezes você come ao dia, mas a quantidade total consumida. Por isso, ele evita comer até sentir saciedade completa e prefere porções menores.
Esse comportamento lembra o princípio japonês “Hara Hachi Bu“, adotado em Okinawa, região famosa pela alta concentração de centenários.
A prática consiste em parar de comer antes de ficar totalmente satisfeito.
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El oncólogo italiano Silvio Garattini, a los 97 años, sobre la longevidad: "Estos son los alimentos que ayudan a prolongar la vida, desde el desayuno hasta la cena" https://t.co/ZxJKcpSTWx
— EL MUNDO (@elmundoes) June 3, 2026
Quais hábitos alimentares estão ligados à longevidade?
Além de controlar as porções, o pesquisador recomenda uma alimentação variada para garantir diferentes nutrientes e evitar excessos de alimentos ultraprocessados.
Entre os alimentos mais associados a esse padrão alimentar estão:
🥗 Hábitos Alimentares Associados à Longevidade
Os alimentos mais presentes na rotina de pessoas que envelhecem com saúde e qualidade de vida.
Quanto exercício pode fazer diferença na saúde e ajudar a viver mais tempo?
A atividade física é outro pilar da rotina do especialista. Mesmo aos 97 anos, ele mantém o hábito de caminhar cerca de cinco quilômetros por dia em ritmo acelerado.
Segundo Garattini, entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física costumam ser suficientes para obter benefícios importantes para a saúde.
O segredo de como viver mais está na consistência e não nos extremos
O médico acredita que hábitos simples, praticados durante décadas, produzem mais resultados do que mudanças radicais que não conseguem ser mantidas. A regularidade, para ele, vale mais do que qualquer dieta da moda.
Por isso, sua recomendação é clara: comer com moderação, manter variedade no prato e se movimentar diariamente.
O que essa lição de como viver mais de um cientista de 97 anos pode ensinar?
Garattini associa boa parte do envelhecimento saudável a escolhas feitas todos os dias. Para ele, a prevenção começa antes mesmo do consultório médico, durante as refeições e nos momentos de atividade física.
A mensagem que chama atenção é simples: talvez viver mais não dependa de fazer mais coisas, mas de aprender a fazer algumas delas com mais equilíbrio.
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