‘Gênero não é salvo-conduto para prática de crime’, diz Cármen Lúcia
Ministra do STF comentou o perdão judicial concedido pela juíza Elizabeth Machado Louro a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel
Questionada sobre o perdão judicial concedido pela juíza Elizabeth Machado Louro a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o caso não tem nada a ver com misoginia.
Em entrevista à Globonews, ela disse que gênero não é um “salvo-conduto para a prática de crime”.
“Eu não sei se era caso de perdão judicial ou não, mas o impacto que causa é a não explicação. Como é que alguém que foi condenada imediatamente é perdoada? O perdão judicial existe nos casos previstos em lei. Não tem nada a ver com misoginia. Nada. Isto aqui é um crime. Um crime pelo qual foi submetido a um júri, e o júri chegou a uma conclusão, portanto não tem nada a ver.
Gênero não pode ser usado e não é uma garantia, um salvo-conduto, para prática de crime ou de nenhum tipo de ato que não seja exatamente o que a lei exige.”
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O perdão judicial à mãe de Henry Borel
Ao ler a sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que Monique Medeiros foi alvo de uma reação “desproporcional e desmesurada” ao longo dos últimos anos.
“Reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral […] claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal”, disse.
“Por todas essas razões, tenho como medida de justiça mais acertada […] a extinção de sua punibilidade pelo perdão judicial”, acrescentou.
Para a juíza, “fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado”.
A mãe de Henry Borel foi condenada por homicídio culposo e, logo em seguida, recebeu o perdão judicial da juíza.
Padrasto de Henry Borel, o ex-vereador Jairinho pegou 43 anos 9 meses e 20 dias de prisão.
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Comentários (2)
Aldo
09.06.2026 18:59A juíza que presidiu o julgamento dos assassinos do garoto Henry Borel não poderia ter sido a juíza do caso, pois ela já havia emitido opinião sobre o assunto e isentando a mãe da criança de de dolo pelo crime, mesmo que dolo eventual. E consta que ela manipulou o corpo de jurado, perguntando duas vezes o mesmo assunto, o crime da mãe, apenas invertendo a qualificação, o que inclusive pode ter confundido os jurados. Aqui no Brasil cada jurado vota por si e não troca ideias com os demais.
Annie
09.06.2026 11:09Quem será que ainda irá acreditar nessa juíza? Isso é culpa da ideologia da esquerda nessas universidades, minha filha estuda em uma e no curso dela que é ligada a arte não existe mais pessoas heterossexuais e assim vai caminhando as universidades doutrinados.