A cidade construída no meio do nada que cresceu 1.152%: o maior salto do Brasil
1.152% de expansão e o recorde nacional de crescimento
Há pouco mais de 40 anos, o lugar onde hoje está Lucas do Rio Verde era cerrado bruto à beira de uma estrada recém-aberta no Mato Grosso. A cidade não existia antes da BR-163, e desde então protagonizou o crescimento populacional mais acelerado do país.
Como uma cidade cresceu 1.152% em três décadas?
O salto está nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): entre 1991 e 2022, a população pulou de 6.693 para 83.798 habitantes. É um avanço de 1.152% em 31 anos, o maior percentual entre todos os municípios brasileiros no período, segundo a Prefeitura de Lucas do Rio Verde.
O ritmo deixou para trás cidades conhecidas pela expansão rápida, como Palmas e a vizinha Nova Mutum, com média de crescimento de 8,49% ao ano. E o movimento não parou: a estimativa do IBGE para 2025 já aponta 95.792 moradores, o segundo maior crescimento do Brasil entre cidades com mais de 50 mil habitantes.

O assentamento que virou cidade em quatro décadas
A origem tem data e nome. Em 1981, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) assentou ali 203 famílias de agricultores sem-terra vindas do acampamento de Encruzilhada Natalino, no município gaúcho de Ronda Alta, conforme registra a prefeitura.
A agrovila foi oficializada em 5 de agosto de 1982, ainda como parte de Diamantino, e a emancipação política só veio em 4 de julho de 1988, quando o lugar tinha cerca de 5.500 habitantes. O isolamento era tamanho que, até o fim dos anos 1990, parte do abastecimento elétrico dependia de geradores a óleo. Foi desse ponto de partida improvável que a cidade construiu sua arrancada.

Por que Lucas do Rio Verde virou potência do agronegócio?
Porque deixou de ser apenas celeiro de grãos e passou a industrializar a própria produção. A virada começou em 2008, com a verticalização: a cidade atraiu indústrias que processam, embalam e distribuem o que antes saía cru, no que a prefeitura chama de capital da agroindústria.
Os dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) dão a dimensão do agro local. O município é o 5º maior produtor de soja do estado, com mais de 270 mil hectares cultivados em soja e milho, e figura entre os maiores produtores nacionais de milho na segunda safra, além de abrigar agroindústrias de proteína animal e biocombustíveis. A economia é puxada também por algodão, aves e suínos, numa cadeia integrada que emprega gaúchos, paulistas e migrantes do Norte e Nordeste.
Os índices que colocaram a cidade no topo do interior
O crescimento veio acompanhado de bons indicadores sociais. Em 2025, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) classificou Lucas do Rio Verde como o melhor índice de desenvolvimento de todo o Mato Grosso, com nota 0,8160, na faixa de alto desenvolvimento.
O resultado coloca a cidade entre os 4,6% de municípios mais avançados do país e na liderança do Centro-Oeste entre as cidades com mais de 50 mil habitantes, conforme a prefeitura. O destaque maior está em emprego e renda, com nota 0,9462, uma das mais altas do Brasil, reflexo direto da economia agroindustrial que sustenta a expansão.
Quem tem interesse em desenvolvimento e agronegócio, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal TV Assembleia MT, que conta com mais de 39 mil visualizações, onde os apresentadores mostram a história e o crescimento acelerado de Lucas do Rio Verde – MT:
Conheça a cidade que nasceu do nada
Lucas do Rio Verde é a prova de que planejamento e logística podem transformar cerrado bruto em referência nacional em poucas décadas. Um assentamento de 203 famílias virou um município de quase 100 mil habitantes que hoje conta sua história em cifras de bilhões.
Vá conhecer Lucas do Rio Verde e veja de perto como uma cidade nascida no meio do nada se tornou uma das mais dinâmicas do Brasil.
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