Ministério Público tenta reverter perdão judicial a Monique Medeiros
Promotor afirma que reformulação de pergunta aos jurados pode ter influenciado resultado do julgamento no caso Henry Borel
O promotor Fábio Vieira dos Santos anunciou que recorrerá da decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros (foto) no caso Henry Borel.
A sentença foi proferida após os jurados desclassificarem a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo ao fim de dez dias de julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Segundo o representante do Ministério Público, uma pergunta feita aos jurados durante a fase de votação pode ter influenciado o resultado.
A controvérsia gira em torno de um quesito sobre a omissão de Monique diante das agressões sofridas por Henry.
A própria juíza Elizabeth Louro reconheceu posteriormente que a pergunta estava mal formulada.
Diante da inconsistência, ela determinou que a votação fosse refeita com o quesito corrigido.
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Questionamento sobre a votação
Na nova deliberação, os jurados concluíram que houve omissão culposa, o que permitiu a desclassificação da acusação e abriu caminho para o perdão judicial.
Para o promotor, a repetição da votação pode ter confundido os jurados e alterado o desfecho do julgamento.
O assistente de acusação Cristiano Medina, que representa Leniel Borel, pai de Henry, também informou que pedirá a anulação do julgamento.
Os recursos serão analisados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e podem levar à realização de um novo júri para Monique.
Ao conceder o perdão judicial, Elizabeth Louro afirmou que as consequências do caso já representavam punição suficiente para a mãe de Henry. Na sentença, a magistrada descreveu Monique como uma “mãe zelosa” e destacou os efeitos dos quase cinco anos em prisão preventiva.
Monique já deixou o presídio Talavera Bruce. Jairinho, por sua vez, foi condenado a 43 anos e nove meses de prisão pela morte de Henry Borel, e sua defesa também pretende recorrer da pena.
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