São Paulo endurece fiscalização contra crimes ambientais
Desmatamento, pesca ilegal, queimadas e tráfico de animais estão entre os alvos das operações da PM Ambiental em todo o estado
A Polícia Militar Ambiental de São Paulo encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com 16,3 mil denúncias recebidas e atendidas e 3,8 mil ações em área rural, números que acompanham a intensificação das operações de fiscalização deflagradas ao longo da semana do Dia Mundial do Meio Ambiente.
As ações abrangem desde o comércio ilegal de madeira até o tráfico de animais silvestres em regiões de alta incidência no interior e no litoral paulista.
Frentes de atuação
As equipes da PM Ambiental concentraram esforços em madeireiras e pontos de revenda de produtos florestais, verificando a procedência, as condições de armazenamento e a regularidade do transporte e da comercialização.
Paralelamente, foram intensificadas as abordagens em áreas com histórico de captura irregular de fauna nativa, foco principal do combate ao tráfico de animais silvestres.
No litoral e nas unidades de conservação marítimas, os policiais ampliaram o patrulhamento contra pesca ilegal, descarte de resíduos, ocupações sem autorização e práticas de turismo fora das normas ambientais.
As ocorrências mais frequentes registradas pela corporação envolvem supressão irregular de vegetação, intervenções em áreas de preservação permanente, caça, queimadas e maus-tratos a animais.
Operação Huracan e uso de tecnologia
Entre os dias 25 e 29 de maio, a Operação Huracan 2026 mobilizou equipes em todo o estado e registrou 713 ações, das quais 199 locais apresentaram algum tipo de irregularidade ambiental. A operação incorporou 13 drones distribuídos em 11 missões de monitoramento aéreo.
“O uso de drones, imagens de satélite e ferramentas de georreferenciamento fortalecem a fiscalização ambiental, melhoram o planejamento operacional e ampliam a capacidade de produção de provas técnicas durante as ocorrências”, afirmou à Agência SP o tenente Aurélio Teixeira, da PM Ambiental.
Além das abordagens ostensivas, a operação incluiu atividades de orientação à população sobre preservação de recursos naturais e a importância do registro de denúncias junto à corporação.
Prevenção como eixo central
“Nosso objetivo é fortalecer tanto a prevenção quanto a repressão aos crimes ambientais, atuando de forma estratégica em áreas prioritárias e ampliando a conscientização da população sobre a preservação ambiental”, disse o tenente Teixeira.
A PM Ambiental não divulgou o número de autuações ou prisões decorrentes das operações do período alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
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