Governo de SP descarta Ebola em caso investigado
Exames do Instituto Adolfo Lutz afastam vírus africano; homem segue em UTI com meningite meningocócica
Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo e internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, não é portador do vírus Ebola. O resultado negativo foi divulgado nesta segunda-feira, 1º de junho, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Após análise laboratorial, não foi identificado material genético do agente infeccioso nas amostras coletadas. O paciente permanece em leito de UTI, em estado grave, tratado para meningite meningocócica.
Investigação rápida e protocolo seguido à risca
A suspeita foi levantada no sábado, 30, quando o paciente deu entrada na unidade de referência para doenças infecciosas com febre e diarreia — sintomas compatíveis com critérios da vigilância epidemiológica para casos suspeitos de Ebola.
O histórico de viagem recente ao Congo, país com transmissão ativa da doença, motivou a abertura imediata de uma investigação pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo (CIEVS-SP).
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Instituto Adolfo Lutz conduziu a análise das amostras por reação em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR), técnica que detecta a presença de material genético viral. O exame apontou a bactéria Neisseria meningitidis, responsável pela meningite meningocócica, e não encontrou rastro do vírus africano.
Risco de disseminação no Brasil permanece baixo
De acordo com informações da Agência SP, o CIEVS-SP apurou que o paciente não esteve em áreas classificadas como de risco para transmissão do Ebola durante sua viagem — dado que contribuiu para o descarte do caso.
A Coordenadoria de Controle de Doenças avaliou que a probabilidade de introdução do vírus no Brasil e na América do Sul é baixa.
Entre os fatores considerados estão a ausência de transmissão autóctone no continente, a inexistência de voos diretos entre a região africana afetada e o Brasil, e a forma de contágio do Ebola, que depende de contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas sintomáticas.
As autoridades estaduais orientam os serviços de saúde a manter atenção a pacientes com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, a regiões com circulação ativa do vírus. Casos suspeitos devem ser comunicados de imediato ao Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, pelo CIEVS-SP.
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