Nikolas e Sâmia no duelo da peroba e do hambúrguer
Deputada do PSOL interrompe entrevista ao vivo de parlamentar do PL durante votação da PEC do fim da escala 6×1
Na noite de ontem, 27, Sâmia Bomfim (PSOL-SP) interrompeu uma entrevista concedida por Nikolas Ferreira (PL-MG) nos corredores da Câmara dos Deputados para entregar um frasco de óleo de peroba ao colega, em gesto que remete à expressão popular “cara de pau”. O episódio ocorreu após a comissão especial da Casa aprovar, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.
A piadoca da Sâmia
A entrega do óleo foi motivada pelo que ela classifica como contradições de Nikolas Ferreira diante do debate sobre a jornada de trabalho: “O eleitorado entende por meio de imagem, didaticamente, é isso que eu estou fazendo. Você está contra o trabalhador e agora tentou apresentar uma emenda”, declarou Sâmia em vídeo que ultrapassou 10 milhões de visualizações nas redes sociais.
A deputada também cobrou do colega de plenário que apresentasse prova de vínculo empregatício no regime questionado: “Apresenta uma carteira de trabalho, Nikolas Ferreira, assinada na escala 6×1, que a gente conversa”.
Resposta e bate-boca
Nikolas Ferreira reagiu ao gesto durante a própria entrevista. “Estamos aqui em um jardim de infância, você quer parecer? Ela está querendo voto. É que ela não tem e precisa de mim para ganhar votos. Você quer continuar? Ela está desesperada, é ano eleitoral”, afirmou o deputado no momento da abordagem.
Sâmia rebateu na sequência: “Eu cheguei aqui antes de você, você ainda estava nas fraldas”. A troca ocorreu diante de jornalistas e câmeras, sendo registrada por equipes de imprensa presentes no local.
Amigo secreto?
Em sua conta no X, Nikolas Ferreira compartilhou uma imagem produzida por inteligência artificial que ilustraria o encontro entre os dois. Em vez de receber o óleo de peroba, Nikolas entrega a Sâmia um pacote de McDonalds: “Toma, agora vai embora”.
Contexto da votação
O relatório aprovado na comissão especial prevê a implementação de uma escala 5×2, com jornada máxima de 40 horas semanais e ao menos dois dias de descanso por semana. O PL apresentou destaque propondo a votação da versão original da PEC, que estabelecia escala 4×3 — movimento interpretado por parlamentares governistas como tentativa de tumultuar a aprovação da proposta.
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