Polícia de SP desmonta refinarias de cocaína com ajuda de Thor
Operação da PM apreende 200 kg de entorpecentes e causa prejuízo milionário ao crime organizado; cão farejador foi determinante
Duas refinarias de entorpecentes e dois depósitos clandestinos foram descobertos e desativados pela Polícia Militar na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 28 de maio.
A operação resultou na retirada de circulação de aproximadamente 200 quilos de cocaína e no desmantelamento de equipamentos industriais utilizados no processamento e na distribuição das drogas. A estimativa das autoridades é que o golpe ao crime organizado represente um prejuízo financeiro da ordem de R$ 20 milhões.
O cão farejador Thor
O trabalho de um cão farejador foi determinante para a localização de um dos depósitos. “Thor” conduziu os policiais até uma “casa-bomba” onde estavam armazenados cerca de 90 quilos de entorpecentes — entre maconha, cocaína, crack e lança-perfume — já separados em porções prontas para venda.
No local, foram apreendidos ainda quatro balanças de precisão e um caderno com registros manuscritos das movimentações do tráfico.
Estrutura sofisticada de produção
Segundo a Agência SP, os imóveis abrigavam aparato tecnológico incomum para o tráfico urbano.
Em um dos endereços, os policiais encontraram grande volume de cocaína e pasta-base já embaladas, junto a uma prensa industrial destinada à compactação da droga em tabletes. Numa segunda edificação nas proximidades, havia duas máquinas voltadas ao fracionamento e ao empacotamento de porções, com o ambiente dotado de isolamento acústico para mascarar os ruídos da produção.
As refinarias funcionavam como fornecedoras das chamadas “casas-bomba” — pontos de armazenagem intermediária usados pelo crime organizado antes da entrega final das drogas. Em um dos locais, os agentes também recolheram um carregador de fuzil, indicando que o esquema contava com proteção armada contra eventuais incursões policiais.
A ação foi executada por efetivo do 16º Batalhão Metropolitano com reforço do Canil do 5º Batalhão de Ações Especiais (Baep).
O comandante da unidade, tenente-coronel Ives Minosso, informou que os imóveis já estavam sob vigilância do setor de inteligência da corporação, a partir de dados levantados em operações anteriores na mesma região.
A perícia criminal foi acionada para examinar os locais. O material recolhido será analisado com o objetivo de identificar os integrantes da rede. Os registros das ocorrências foram encaminhados ao 89º Distrito Policial, no Morumbi, e a operação seguia em curso no momento da publicação desta reportagem.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)