Marcola nega conhecer Deolane e se diz ‘surpreso e indignado’
Defesa nega que Marcola seja dono, direta ou indiretamente, da transportadora no centro das investigações
O chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, nega qualquer relação com a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa no último dia 21 em diligências da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção.
A informação foi divulgada pela defesa do líder criminoso após visita ao cliente, realizada quatro dias depois da prisão da influenciadora.
Marcola nega
O advogado Bruno Ferullo esteve com Marcola no dia 25, na Penitenciária Federal de Brasília, e o comunicou sobre os desdobramentos da operação. Segundo Ferullo, o cliente “manifestou surpresa e indignação” ao tomar conhecimento dos fatos e negou conhecer Deolane Bezerra.
Marcola também rejeitou qualquer participação nos eventos investigados, “bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação”, empresa do interior paulista apontada pelas autoridades como peça central do esquema.
Ao Globo, a defesa acrescentou que Marcola está preso desde 1999 e custodiado em unidade federal de segurança máxima desde 2019, “em regime de total incomunicabilidade”.
O que aponta a investigação
Ministério Público de São Paulo e Polícia Civil sustentam que a estrutura empresarial e a visibilidade pública de Deolane teriam funcionado como “camadas de aparente legalidade” para dissimular a origem de recursos ilícitos do PCC.
A transportadora, sediada no interior de São Paulo, seria o canal por meio do qual dinheiro do tráfico teria sido inserido no sistema financeiro formal — via empresas, depósitos fracionados e contas de terceiros.
A Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva: contra Deolane, Marcola, seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, e Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo.
Marcola e Alejandro já cumpriam pena em presídios federais. Paloma e Leonardo permanecem foragidos — ela, segundo as investigações, na Espanha; ele, na Bolívia — e ambos foram incluídos na Lista de Difusão Vermelha da Interpol.
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