As pesquisas não mentem sobre Flávio
Todos os institutos de pesquisa indicaram queda nas intenções de voto para o filho 01 de Bolsonaro, e o Ideia detalha um pouco mais o estrago
A primeira pesquisa de opinião a captar o impacto das mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) e Daniel Vorcaro foi recebida com conveniente desconfiança pelos bolsonaristas.
Após celebrar meses de crescimento nas intenções de voto para o filho 01 de Jair Bolsonaro, registrados por todos os institutos, os partidários do ex-presidente optaram por atacar os números do AltasIntel, que captou primeiro a maior crise da pré-campanha presidencial do senador.
O fato de o instituto ter reproduzido aos respondentes o áudio de uma mensagem enviada por Flávio a Vorcaro foi interpretado como indício de parcialidade e má fé, apesar de isso ter ocorrido após o envio do formulário com as respostas sobre intenção de voto, entre outras perguntas.
Nem toda resposta de uma pesquisa de opinião merece crédito, porque a pergunta pode ter sido mal elaborada, sem dar conta da complexidade da questão, como ocorreu em alguns casos nos questionamentos sobre o apoio ao fim da escala de trabalho 6×1.
Mas a realidade se impõe na análise do que os números dizem sobre Flávio Bolsonaro.
O problema para os partidários do senador é que o instituto Datafolha corroborou o que o AtlasIntel tinha indicado, assim como fez a pesquisa do Nexus dias depois e a do Ideia nesta quinta-feira, 28.
Além disso, o Lulômetro, tracking diário medido pelo Realtime Big Data em parceria com O Antagonista, também vem indicando recuperação da popularidade de Lula, não apenas pelas iniciativas eleitoreiras do governo, mas também pela comparação do presidente com seu principal desafiante, que se enrolou ao tentar explicar a relação com o banqueiro do Master.
Caso Master
A pesquisa Meio/Ideia desta quinta detalhou um pouco mais o impacto para as perspectivas eleitorais de Flávio causado pela revelação da relação com o pivô do escândalo do Banco Master.
O senador perdeu mais intenções de voto no eleitorado jovem, de 16 a 24 anos, na centro-direita e na faixa de eleitores que recebe mais de cinco salários mínimos por mês.
A pesquisa indica ainda que 48% do eleitorado concorda que “o caso é grave e merece investigação aprofundada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”.
Além disso, apenas 34% acreditam que “a imprensa está dando importância exagerada ao caso para prejudicar a candidatura de Flávio Bolsonaro como sempre faz”.
Contra corrupção?
Mas o dado mais importante é que 45% dos consultados disseram que “casos como esse contradizem o discurso de combate à corrupção do senador Flávio Bolsonaro”.
Outro indicativo preocupante: 44% disseram ter uma “opinião pior” sobre o filho 01 de Bolsonaro após a revelação das mensagens. Para 33%, o caso vai “prejudicar muito” sua campanha presidencial, e 24% acham que vai prejudica “um pouco”.
Flávio tentou suplantar o noticiário sobre o caso Master com sua visita ao presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, assim como fez Lula após ter a indicação de Jorge Messias ao STF rejeitada.
As próximas pesquisas indicarão se a estratégia deu certo.
Leia mais: Censura seria um prêmio para ‘Dark Horse’
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Clayton de Souza Pontes
29.05.2026 08:50Chega de candidatos capturados