Parques de SP abrem portas para observação de aves nativas
Programação gratuita leva público à Mata Atlântica em quatro unidades de conservação do estado
O governo de São Paulo participa de uma campanha nacional voltada à aproximação da população com as aves da Mata Atlântica. Com atividades distribuídas por quatro parques estaduais, a iniciativa oferece trilhas, exposições e oficinas sem custo ao visitante, e faz parte uma mobilização mais ampla conduzida por pesquisadores, universidades e organizações ambientais.
A campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica” foi construída de forma colaborativa pelo PAN Aves da Mata Atlântica, grupo que reúne instituições públicas, pesquisadores e organizações da sociedade civil. Entre os temas tratados estão a fragmentação de habitats, a introdução de espécies exóticas invasoras e o comércio ilegal de animais silvestres.
A Mata Atlântica concentra cerca de 890 espécies de aves, das quais mais de 200 não ocorrem em nenhum outro bioma do planeta.
Programação nos parques da capital e do ABC
Cada unidade terá uma grade própria de atividades. No Parque Jequitibá, na divisa entre São Paulo e Cotia, a programação prevê plantio de mudas nativas, trilhas para avistamento de fauna e oficinas de produção de bombas de sementes com argila e sementes de ipê — além de atividades voltadas ao público infantil sobre a redução histórica da cobertura vegetal do bioma.
O Parque Ecológico do Tietê, no núcleo Engenheiro Goulart, na zona Leste da capital, realizará a ação “Asas do Tietê”, com foco na observação de aves e na função ecológica das várzeas urbanas.
No Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu, também na zona Leste, os visitantes terão acesso a exposições sobre espécies ameaçadas, caminhadas de reconhecimento de plantas e atividades de avistamento de fauna.
No Parque Estadual Chácara da Baronesa, em Santo André, a agenda inclui rodas de conversa sobre identificação de espécies, escuta de cantos em campo, trilhas guiadas e atividades artísticas para crianças. Todas as ações ocorrem no dia 27 de maio, das 8h30 às 16h.
Campanha aborda ameaças ao bioma e ao tráfico de animais
A diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil, Patrícia Locosque Ramos, afirmou à Agência SP que “os parques urbanos são espaços estratégicos para aproximar as pessoas da natureza e despertar esse olhar de pertencimento e cuidado com a Mata Atlântica e suas espécies”.
Já a diretora de Parques Urbanos, Ana Lúcia Seabra, destacou que os parques estaduais “também são fundamentais para a conservação da fauna e para a qualidade de vida da população”.
A participação é gratuita e não requer inscrição prévia, segundo as informações divulgadas.
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