Às vésperas das eleições, Lula renova R$ 562 mi em contratos de propaganda
Todos os contratos foram firmados ainda em 2022, na reta final do governo Jair Bolsonaro; Lula aditou contratos e não ajustou contratações
Faltando menos de cinco meses para as eleições de outubro, o governo Lula decidiu renovar, por 562,5 milhões de reais, os quatro atuais contratos de prestação de serviços de publicidade institucional da União.
Nesta segunda-feira, 25, foram publicados quatro extratos de termos aditivos de contrato das principais empresas que já detém contratos de comunicação e propaganda no governo Lula na Esplanada dos Ministérios. Os contratos serão geridos pela Secom, comandada pelo ministro Sidônio Palmeira (foto).
Todos os contratos foram firmados ainda em 2022, na reta final do governo Jair Bolsonaro. Na época, o então presidente da República elevou os gastos em publicidade, justamente de olho em sua campanha à reeleição. O governo Lula não só manteve os gastos como ampliou esse tipo de dispêndio em 2023. Desde então, mantém o mesmo patamar de gastos.
Foram aditivados os contratos com a Nova SB Comunicação, com a Propeg Comunicação S/A, com a Agência Nacional de Propaganda Ltda, e com a FSB Comunicação e Planejamento Estratégico. Pelo novo adtivo, a contratação vai vigorar até
Esses contratos funcionam em regime de demanda. Apesar da contratação de 562,5 milhões, isso não signfiica necessariamente que todo esse montante será gasto.
A polêmica da ‘megalicitação da Secom’
O governo Lula tentou, ao longo da atual gestão, instituir um outro megacontrato de licitação em publicidade e gestão de redes sociais e serviços de comunicação digital.
A primeira tentativa de o governo Lula realizar uma ‘megalicitação’ caiu por terra após O Antagonista descobrir, antes do certamente, os vencedores da concorrência.
O resultado da megalicitação foi antecipado por este portal em 23 de abril de 2023, um dia antes de ela ter sido realizada por meio de uma mensagem cifrada no X – antigo Twitter.
As quatro primeiras colocadas do certame foram justamente as citadas por O Antagonista: Moringa, BR Mais Comunicação, Área Comunicação e Usina Digital. A Moringa teve 91,34 pontos; a BR 91,17 pontos, a Area 89 pontos e Usina 88,16 pontos. Depois que o resultado foi divulgado, a Moringa e a Área Digital depois foram desqualificadas por falhas documentais.
O TCU liberou uma nova concorrência, mas recomendou que o caso fosse analisado pela Polícia Federal.
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Comentários (2)
Andre Luis dos Santos
25.05.2026 12:42Pra transformar um presidente e um governo de MERDA em "produtos vendáveis", tem que gastar muito $ com publicidade. O exemplo mais clássico foi a reeleição da DilmANTA.
Clayton de Souza Pontes
25.05.2026 10:33Pra esse desgoverno só resta a maquiagem e propaganda enganosa