Vorcaro propôs em delação deixar rombo do Master com Banco Central
Polícia Federal recusou proposta; defesa também negocia acordo com a PGR
O banqueiro Daniel Vorcaro (foto), ex-dono do Banco Master, propôs em negociações de delação premiada manter ativos do banco, como precatórios, enquanto os passivos (dívidas, prejuízos e obrigações) ficariam sob responsabilidade do Banco Central, diz Lauro Jardim, em O Globo. A proposta foi rejeitada pela Polícia Federal.
A defesa de Vorcaro também mantém conversas com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Como mostramos, o ex-dono do Master estaria disposto a devolver 60 bilhões de reais aos cofres públicos em um eventual acordo de delação premiada com o órgão.
A informação foi dada inicialmente pelo G1 e confirmada por O Antagonista. A oferta inicial do banqueiro era de 40 bilhões de reais.
Apesar do movimento, integrantes da PGR sinalizaram à defesa do banqueiro que apenas elevar o valor oferecido não basta. A avaliação da equipe do procurador-geral Paulo Gonet é que Vorcaro precisará reformular o roteiro da colaboração e apresentar novas informações para avançar nas negociações.
PF rejeita delação de Vorcaro
A Polícia Federal rejeitou, de forma oficial, a delação de Daniel Vorcaro.
Conforme apurou O Antagonista, integrantes da PF avaliaram que o material apresentado por Vorcaro é frágil e boa parte da proposta da delação já foi alvo de análise direta dos integrantes do órgão.
A resposta da PF para a proposta de delação do banqueiro foi entregue formalmente aos advogados de Vorcaro na noite de quarta-feira, 20.
Integrantes do órgão que acompanham o caso avaliam que Vorcaro errou ao tentar fazer uma espécie de ‘delação seletiva’. Nas tratativas iniciais, por exemplo, o banqueiro não falou, por exemplo, sobre pagamentos para o filme “Dark Horse”, por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou sobre o custeio da mesada ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira.
Preso preventivamente desde 4 de março de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro foi retirado, na segunda-feira última, 18, de acomodação especial na Superintendência da PF Brasília e passou a ocupar uma cela destinada a presos em trânsito na mesma unidade.
A PF afirmou que seguia apenas normas internas de custódia, mas a defesa de Vorcaro viu no gesto o primeiro indicativo de que os agentes não aceitariam a delação do banqueiro.
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Comentários (2)
Juarez Borges
26.05.2026 11:24Mamar na onça ele não quer...kkkk
Marcos
24.05.2026 17:13É CAPAZ DE SER INDENIZADO.