Famosa rede de sorvetes declara falência e fecha cerca de 500 unidades
O colapso que apagou 500 sorveterias sem que nenhuma delas quebrasse.
A Thrifty Ice Cream, marca de sorvetes que marcou gerações na Califórnia desde 1940, perdeu cerca de 500 balcões de uma só vez em 2025. O problema não estava nos sabores nem na falta de clientes, mas no colapso financeiro da Rite Aid, rede de farmácias que controlava a sorveteria há quase três décadas.
Por que uma rede de sorvetes quebrou por causa de uma farmácia?
A Rite Aid controlava a Thrifty Ice Cream desde 1996 e operava os balcões de sorvete dentro de suas lojas físicas. A rede de farmácias enfrentou duas falências consecutivas, uma em outubro de 2023 e outra em maio de 2025, com dívidas bilionárias e o encerramento completo das unidades restantes.
Como os balcões funcionavam dentro das farmácias, não podiam ser negociados separadamente. Com o encerramento das unidades da rede, cerca de 500 pontos de venda desapareceram simultaneamente, reduzindo drasticamente a presença física da marca. A sorveteria foi arrastada por um problema que não era dela.

Qual era o tamanho da Rite Aid antes do colapso?
A Rite Aid chegou a ter 5.000 lojas espalhadas pelos Estados Unidos e era uma das maiores redes de farmácias do país. A partir de 2023, a empresa entrou em colapso financeiro, fechou centenas de unidades e vendeu os ativos restantes para concorrentes. Sem as farmácias como vitrine, a Thrifty perdeu seu principal canal de distribuição.
A Rite Aid acumulou dívidas que superam US$ 3 bilhões, resultando no fechamento de centenas de lojas e na venda de ativos para concorrentes como CVS e Walgreens. Com o encalhe das operações, o futuro da Thrifty ficou comprometido, já que seus canais de distribuição principais foram eliminados.
Os principais fatores que levaram ao colapso do modelo de negócios:
- Dependência total dos balcões dentro das lojas da Rite Aid, sem estrutura de distribuição independente.
- Duas falências consecutivas da controladora em menos de dois anos, em 2023 e 2025.
- Dívidas acima de US$ 3 bilhões que inviabilizaram qualquer plano de reestruturação da farmácia.
- Liquidação dos ativos da Rite Aid para concorrentes, encerrando os pontos físicos de venda.
- Ausência de canais alternativos para manter os balcões de sorvete em operação.
A Thrifty Ice Cream desapareceu de vez do mercado?
A Justiça dos EUA aprovou, em julho de 2025, a venda da Thrifty Ice Cream por US$ 19,2 milhões para a Hilrod Holdings, grupo de investimento ligado a executivos da Monster Beverage Corporation. A transação incluiu a fábrica, as receitas e os equipamentos de produção.
A Thrifty Ice Cream continua a vender seus produtos no atacado para redes como Albertsons e Vons, além de alguns pontos no México. A marca sobrevive, mas em formato completamente diferente do que construiu sua nostalgia por décadas.
Confira os detalhes:
| Aspecto | Antes | Depois da venda |
|---|---|---|
| Proprietário | Rite Aid | Hilrod Holdings |
| Valor da transação | — | US$ 19,2 milhões |
| Modelo de venda | Lojas físicas com sorvetes na casquinha | Atacado para redes e pontos no México |
| Presença da marca | Varejistas como Rite Aid | Albertsons, Vons e México |
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O que esse caso revela sobre os riscos do varejo integrado?
O modelo da Thrifty era aparentemente simples e eficiente: instalar balcões dentro de farmácias já consolidadas, sem pagar aluguel separado nem montar operação própria. Funcionou por quase 30 anos. O problema é que esse modelo transferia todo o risco de sobrevivência para a saúde financeira da controladora.
A falência da Rite Aid é apontada pela imprensa norte-americana como um dos maiores colapsos do varejo farmacêutico dos Estados Unidos. Para a Thrifty, a lição chegou tarde: uma marca com oito décadas de história e clientela fiel desapareceu das ruas em questão de meses, não por perder consumidores, mas por estar inteiramente ancorada em uma estrutura que ruiu por fora.
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