Alfredo Gaspar diz que amiga de Lulinha “deveria estar presa”
Investigação da Polícia Federal aponta que Roberta Luchsinger recebeu o total de R$ 1,5 milhão após prestar uma consultoria sobre o mercado de câmbio para o Careca do INSS
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou para O Antagonista que a empresária Roberta Luchsinger – amiga do filho do presidente Lula, Fábio Luís Inácio Lula da Silva, o “Lulinha” – investigada por suposta ligação com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, “deveria estar presa”. A declaração foi dada ao comentar o depoimento prestado pela empresária à Polícia Federal.
“Roberta Luchsinger, do mesmo jeito, lobista, descarada, usando o prestígio em cima desse conluio. Ela, Careca e Fábio Luís [Lulinha]. Deveria estar presa”, afirmou.
O parlamentar, que atuou como relator da CPMI do INSS, afirmou que o caso representa “o maior escândalo da República” e criticou a troca do delegado da Polícia Federal responsável pela investigação envolvendo “Lulinha”.
“É o filho do presidente da República sendo investigado pela estrutura do Estado brasileiro e haver essa mudança de delegado. Acho isso fora de qualquer princípio de legalidade”, afirmou.
Gaspar também afirmou que o relatório final da CPMI já apontava indícios para pedir o indiciamento e a prisão do filho de Lula.
“Eu tive a oportunidade de me aprofundar, pedir a prisão e o indiciamento dele. Não foi por vontade unilateral, não, foi pelos indícios para isso. Esse Lulinha já devia ter prestado depoimento e esclarecido os fatos, em vez de estar fora do país desde que estourou o escândalo do INSS”, disse.
De acordo com a Polícia Federal, Roberta recebeu o valor de R$ 1,5 milhão, pagos em cinco parcelas de R$ 300 mil após prestar uma consultoria sobre o mercado de câmbio ao Careca do INS, principal investigado sobre o esquema de desvio dos aposentados e pensionistas do INSS. A informação consta na quebra de sigilo fiscal do lobista. Segundo a investigação, o trabalho previa viabilizar um contrato junto ao Ministério da Saúde para disponibilizar medicamentos à base de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS).
No entanto, em depoimento à Polícia Federal prestado nesta quarta-feira, 20, a empresária negou saber a origem dos valores repassados.
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