Mendonça transforma em preventiva prisão de primo de Vorcaro
Felipe Cançado Vorcaro havia sido preso temporariamente na quinta fase da Operação Compliance Zero, no início de maio
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou em preventiva a prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master. Ele havia sido preso temporariamente, por decisão do magistrado, no último dia 7 de maio, durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).
“Felipe é apontado como integrante do núcleo financeiro-operacional da organização criminosa. A representação o descreve como operador financeiro de DANIEL BUENO VORCARO, incumbido da interligação entre decisões estratégicas do núcleo central e a execução material das movimentações financeiras e societárias”, disse Mendonça, na decisão em que havia decretado a prisão temporária.
“Especificamente em relação aos fatos analisados no âmbito do presente recorte investigativo, a autoridade policial logrou êxito em apontar elementos que o vinculam diretamente à operacionalização da aquisição, pelo parlamentar investigado, de participação societária estimada em aproximadamente 13 milhões de reais pelo valor de 1 milhão de reais”.
Ainda segundo o ministro, a PF também conseguiu apontar elementos que o vinculam de forma direta à operacionalização “de repasses mensais de 300 mil reais, ou mais ao mesmo parlamentar [Ciro Nogueira] – considerando relatos de que o montante teria evoluído para 500 mil reais, por intermédio de pessoa jurídica vinculada à denominada ‘parceria BRGD/CNLF'”.
Em outro trecho da decisão, Mendonça diz considerar presentes os requisitos legais para a prisão temporária de Felipe solicitada pela PF. “A representação evidencia que o investigado não ocupa posição periférica, mas integra o núcleo financeiro-operacional do grupo, com domínio relevante sobre fluxos patrimoniais, estruturas societárias e mecanismos de ocultação de recursos”.
Ele prosseguiu: “Mais do que isso, a PF assinala que, por ocasião da segunda fase ostensiva da investigação, sua conduta indicou intenção de frustrar a atuação estatal e comprometer a colheita probatória, o que torna a medida imprescindível para: impedir a continuidade de atos de ocultação ou destruição de provas, viabilizar a recuperação de dispositivos e dados ainda não apreendidos, assegurar diligências sensíveis sem interferência do investigado e permitir adequada confrontação técnica e cronológica dos elementos coligidos”.
Na quinta fase da Operação Compliance Zero, a PF visou cumprir dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no total. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, foi alvo de busca e apreensão.
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