Combustíveis fósseis foram responsáveis pela emissão de 124 milhões de toneladas de metano em 2025
O metano é o segundo principal gás de efeito estufa em impacto climático, atrás apenas do dióxido de carbono
As emissões globais de metano ligadas à produção e uso de combustíveis fósseis seguem em patamar alarmante em 2025, ignorando metas climáticas e desperdiçando gás que poderia reforçar a segurança energética.
Mesmo com tecnologias baratas e testadas, governos e empresas mantêm um ritmo lento de ação, deixando o metano consolidar seu papel como grande acelerador do aquecimento global de curto prazo.
Por que o metano é um risco climático explosivo
O metano é o segundo principal gás de efeito estufa em impacto climático, atrás apenas do dióxido de carbono. Permanece menos tempo na atmosfera, mas retém muito mais calor, amplificando o efeito estufa em poucas décadas.
Essa combinação torna os cortes rápidos em metano uma das armas mais poderosas para frear o aumento da temperatura média global até meados do século, com impactos já nesta geração.
Como os combustíveis fósseis disparam as emissões de metano
A extração, o processamento e o transporte de petróleo, gás natural e carvão são responsáveis por dezenas de milhões de toneladas de metano por ano. Até 2025, não há queda consistente, apesar de compromissos públicos de redução.
O petróleo lidera as emissões no setor energético, seguido por carvão e gás natural, enquanto a bioenergia tradicional em países em desenvolvimento agrava o quadro e empurra as concentrações atmosféricas a níveis várias vezes superiores aos pré-industriais.
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Soluções imediatas para cortar metano e parar o desperdício
Cerca de 70% das emissões de metano dos combustíveis fósseis poderiam ser reduzidas com tecnologias já disponíveis, muitas de custo negativo, porque o gás recuperado paga o investimento.
No petróleo e gás, as ações mais urgentes incluem:
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Soluções imediatas para cortar metano e parar o desperdício
Diretrizes de alto impacto para mitigação e eficiência energética.
Segurança energética em risco com o vazamento de metano
Reduzir emissões de metano na indústria de petróleo e gás também é questão de segurança energética. Cortar vazamentos poderia liberar quase 100 bilhões de metros cúbicos de gás por ano sem novos campos de produção.
Em regiões altamente dependentes de importações, como União Europeia, Japão e Coreia do Sul, as emissões associadas aos combustíveis importados já superam as domésticas, pressionando exportadores e antecipando regras mais duras após 2030.
Quais países lideram o problema e o que precisa mudar agora
Cerca de 70% das emissões de metano dos combustíveis fósseis estão concentradas em dez grandes emissores, com China, Estados Unidos e Rússia na frente.
Em contraste, a Noruega mostra que baixa intensidade é possível com regras rígidas e monitoramento pesado.
Para inverter a curva antes de 2030, são decisivos metas claras, programas obrigatórios de detecção de vazamentos, fim da queima e ventilação rotineiras e normas internacionais que penalizem intensidades altas de metano no comércio global.
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