Joaquim Barbosa vai disputar a Presidência?
Ex-ministro do STF substitui Aldo Rebelo como aposta eleitoral do partido para 2026
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, assinou ficha de filiação ao partido Democracia Cristã (DC) no início de abril, o que pode indicar uma indicação à pré-candidatura à Presidência da República.
A legenda havia apostado inicialmente no ex-ministro Aldo Rebelo, que nesta quinta-feira, 14, participou do Papo Antagonista, mas mudou de rumo após a pré-candidatura não avançar nas sondagens e passou a articular o ex-presidente da Corte como alternativa para as eleições de outubro.
Trajetória e apelo eleitoral
Barbosa, de 71 anos, passou onze anos no STF — período em que presidiu o tribunal e conduziu o julgamento do chamado caso do Mensalão, um dos processos mais emblemáticos da história recente do país. Ele se aposentou em 2014 e atua desde então como parecerista jurídico. Em 2018, filiado ao PSB, chegou a avaliar uma disputa pela Presidência, mas recuou antes de formalizar a candidatura.
O DC realizou pesquisas qualitativas com o nome do ex-magistrado e avaliou os resultados como positivos. De acordo a Folha de S.Paulo, a identificação do público com a bandeira da ética foi o ponto de maior destaque nas sondagens internas.
A origem do candidato — criado em família de baixa renda em Minas Gerais antes de chegar ao posto mais alto do STF — também é considerada um ativo pela direção do partido.
Reforma do Judiciário como eixo da campanha
A plataforma prevista para a candidatura inclui propostas de mudança nas regras de conduta dos ministros do STF e limitação de benefícios salariais no Judiciário. O tema ganhou visibilidade em meio à crise de imagem do tribunal, associada ao escândalo envolvendo o Banco Master.
O desafio logístico, porém, é considerável. O DC é uma legenda de pequeno porte, sem tempo de televisão garantido e sem direito a participar de debates presidenciais.
O presidente do partido, João Caldas, já iniciou contatos com dirigentes de outras siglas em busca de alianças. A estratégia é que uma eventual pontuação expressiva de Barbosa nas pesquisas quantitativas atraia o interesse de parceiros com maior estrutura eleitoral.
Procurado pela reportagem, Barbosa não se manifestou sobre a filiação nem sobre os planos do partido.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)