Letícia Barros na Crusoé: O custo do hiperindividualismo feminino
Uma mulher deveria ser considerada tão bem-sucedida por criar filhos quanto aquela que alcança o cargo de diretora-executiva de uma multinacional
Há uma forte transição cultural transformando as relações interpessoais nos últimos anos, notadamente as relações familiares.
No centro dessa mudança, a maternidade talvez seja um dos temas mais impactados por novas perspectivas e discussões.
Em uma era em que há tanto debate sobre empoderamento feminino, a vontade de ser mãe tem sido quase que silenciada por uma onda de hiperindividualismo moderno. A pergunta que devemos fazer é: a que custo?
O individualismo é uma filosofia que prioriza a autonomia, os interesses e a liberdade do indivíduo acima de um grupo.
Ayn Rand, filósofa e autora adepta a essa corrente, argumentava que o indivíduo é um fim em si mesmo e que seu maior valor é a sua própria vida. De fato, é um princípio importante diante da atual conjuntura política do mundo, em que o coletivismo é a filosofia predominante – sobretudo porque, quando colocado em prática, suprime liberdades individuais.
No entanto, é importante entender que o individualismo não é incompatível com o senso de comunidade inerente ao ser humano. E é justamente nesse ponto que a discussão contemporânea parece se perder.
O Harvard Study of Adult Development, uma das pesquisas mais longas já realizadas sobre felicidade humana, chegou a uma conclusão simples: o principal fator de bem-estar, realização e felicidade humanos não é dinheiro, fama ou sucesso profissional, mas a qualidade dos relacionamentos.
São os vínculos humanos – família, casamento, amizades, comunidade, etc. – que sustentam emocionalmente uma vida humana.
Diante disso, é difícil ignorar que o hiperindividualismo vendido às mulheres nas últimas décadas…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)