Gleisi defende ‘punição pedagógica’ para Eduardo
A PGR pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo sobre a trama golpista
Ex-presidente do PT e ex-ministra de Lula, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou nesta terça-feira, 12, que a punição ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) deve ser “pedagógica”.
Para a petista, a “prática continuada de crimes contra a democracia e a soberania” mais do que justifica o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
“A prática continuada de crimes contra nossa democracia e contra nossa soberania, mais do que justifica o pedido de condenação de Eduardo Bolsonaro, apresentado pela PGR. A punição tem de ser pedagógica para extirparmos o golpismo!”, escreveu Gleisi no X.
PGR pede condenação de Eduardo
A PGR pediu na segunda-feira, 11, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
Eduardo é acusado de atuar para constranger ministros da Corte e interferir no andamento do julgamento relacionado ao caso.
Segundo o PGR Paulo Gonet, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria participado de articulações no exterior envolvendo possíveis sanções contra autoridades brasileiras, incluindo suspensão de vistos e aplicação da Lei Magnitsky, com o objetivo de pressionar integrantes do Judiciário.
“O réu deixou claro que suas palavras carregavam o peso de uma execução iminente, visando desestabilizar o julgamento então em curso contra seu pai. O poder de influência ostentado e exercido por ele serviu como instrumento de pressão institucional, ultrapassando qualquer limite razoável de crítica política”, escreveu Gonet.
“São fartos os registros audiovisuais, preservados nos autos, em que o réu verbaliza intimidações, minudencia seu itinerário e revela suas articulações em solo estrangeiro, com o claro escopo de constranger a cúpula do Judiciário brasileiro e perturbar o curso da AP 2.668. A imprensa documentou as movimentações do acusado, que chegou a se vangloriar de sua rede de conexões internacionais”, acrescentou.
A acusação também rejeita a tese de que as ações estariam protegidas pela liberdade de expressão ou pela imunidade parlamentar.
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