Israel deporta Thiago Ávila e ativista espanhol
Governo israelense acusou brasileiro e espanhol de ligação com grupo apontado como associado ao Hamas
Israel deportou neste domingo, 10, o ativista brasileiro Thiago Ávila (foto) e o espanhol Saif Abu Keshek, detidos após a interceptação de uma flotilha que tentava chegar à Faixa de Gaza.
Os dois haviam sido levados ao país para interrogatório depois de ação da Marinha israelense em águas internacionais próximas à Grécia.
Em publicação nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que “Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação, foram deportados hoje de Israel” após a conclusão das investigações.
A chancelaria acrescentou que “Israel não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”.
Thiago Ávila e Abu Keshek integravam a Flotilha Global Sumud, missão formada por cerca de 170 ativistas de diferentes países.
Os demais participantes detidos durante a interceptação foram liberados ainda na Grécia. Apenas Ávila e Abu Keshek permaneceram sob custódia israelense após a operação.
Reações à prisão
A manutenção da prisão gerou críticas de governos e organizações internacionais. Brasil, Espanha e Organização das Nações Unidas pediram a libertação imediata da dupla.
A ONG israelense Adalah, responsável pela defesa dos ativistas, acusou Israel de agir de forma arbitrária.
Segundo a entidade, “as ações das autoridades israelenses foram um ataque punitivo contra uma missão puramente civil”.
A organização também afirmou que “o uso da detenção e do interrogatório contra ativistas e defensores dos direitos humanos é uma tentativa inaceitável de suprimir a solidariedade global com os palestinos em Gaza”.
Israel acusa os dois ativistas de serem ligados ao Popular Conference for Palestinians Abroad (PCPA), grupo que, segundo o governo dos Estados Unidos, é “controlado clandestinamente pelo Hamas”.
A organização é alvo de sanções de Israel e dos EUA.
Histórico de Thiago Ávila
Thiago Ávila já havia participado, no ano anterior, de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel.
Em março de 2026, ele também integrou a flotilha humanitária “Nossa América”, que aportou em Havana em solidariedade ao governo cubano diante do bloqueio energético imposto pela administração do presidente Donald Trump.
Ávila é próximo da ditadura do Irã. Após a morte do líder do grupo terrorista Hezbollah Hassan Nassarallah, Ávila viajou para Beirute para participar do seu funeral.
O Hezbollah é financiado pelo Irã.
Ávila também já falou em eventos pró-Palestina no Irã e no Brasil.
Nas redes sociais, já divulgou orgulhoso que recebeu uma homenagem da Embaixada do Irã no Brasil pelo seu “trabalho de comunicação e solidariedade com a causa palestina“.
Leia mais: Lula repudia extensão da prisão de Thiago Ávila por Israel: “Injustificável”
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Comentários (1)
Ceder só reproduz o modelo brasileiro de tratar gente maldosa ou ignorante como pobre coitado.