Exploração nas profundezas do oceano descobre um antigo submarino nuclear da URSS que continua liberando radiação

25.06.2026

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Exploração nas profundezas do oceano descobre um antigo submarino nuclear da URSS que continua liberando radiação

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6 minutos de leitura 07.05.2026 18:43 comentários
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Exploração nas profundezas do oceano descobre um antigo submarino nuclear da URSS que continua liberando radiação

Mais de três décadas após o naufrágio, o casco permanece erguido sobre o leito marinho, contendo combustível em corrosão e ogivas seladas.

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Exploração nas profundezas do oceano  descobre um antigo submarino nuclear da URSS que continua liberando radiação
Exploração em profundezas do oceano descobre um antigo submarino nuclear da URSS que continua liberando radiação (Imagem ilustrativa)

O submarino soviético K-278 Komsomolets, afundado em 1989 no mar da Noruega a cerca de 1.680 metros de profundidade, segue como uma bomba-relógio nuclear silenciosa no fundo do Atlântico Norte.

Abrigando um reator danificado e duas armas nucleares, o pecio libera radionuclídeos em pequenas quantidades, exigindo monitoramento constante para evitar uma crise ambiental de grandes proporções.

Submarino nuclear K-278 Komsomolets é uma ameaça radioativa no fundo do mar

Projetado para grandes profundidades e construído com casco duplo em liga de titânio, o submarino nuclear Komsomolets era um símbolo de poder tecnológico soviético.

Hoje, transformou-se em um dos pecios nucleares mais sensíveis do Atlântico, desafiando especialistas em segurança e ambiente marinho.

Mais de três décadas após o naufrágio, o casco permanece erguido sobre o leito marinho, contendo combustível em corrosão e ogivas seladas.

A combinação de profundidade extrema, materiais degradados e incertezas sobre o futuro torna o submarino um caso crítico de risco latente.

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Como o incêndio a bordo do Komsomolets se transformou em tragédia humana e risco nuclear

Em 7 de abril de 1989, um incêndio na parte traseira do submarino saiu de controle após alimentação por ar comprimido de um tanque de lastro danificado.

As tentativas de contenção falharam e o navio acabou naufragando no mar da Noruega. Dos 69 tripulantes, apenas 27 sobreviveram, marcando um dos piores acidentes da frota soviética.

O afundamento com reator e ogivas a bordo acendeu alertas globais e levou à criação de um programa de vigilância de longo prazo.

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Por que a fuga radioativa do Komsomolets continua gerando preocupação internacional

Desde o final dos anos 1980, expedições russas e, depois, norueguesas identificam liberações de radionuclídeos principalmente na área do reator.

Em 2019, veículos operados remotamente registraram vazamento ativo em tubulações de ventilação e grades metálicas.

Os estudos indicam corrosão gradual do combustível nuclear e liberação contínua, embora diluída, de compostos radioativos na água ao redor do casco.

Até agora, não há evidência de plutônio vindo das ogivas, sugerindo que as selagens dos anos 1990 ainda funcionam.

Quais radionuclídeos o Komsomolets libera e o que isso significa para o ambiente marinho

Pesquisadores analisam proporções de isótopos de plutônio e urânio na água, sedimentos e organismos marinhos, comparando-as a testes nucleares antigos e outras fontes regionais.

As assinaturas isotópicas apontam com força para o reator do Komsomolets como origem principal.

Descoberta sobre o Komsomolets O que isso significa para o ambiente marinho
Radionuclídeos detectados
Radionuclídeos associados à corrosão do combustível nuclear no reator.
A presença desses elementos radioativos indica que o processo de degradação estrutural do submarino continua ativo no fundo do oceano, exigindo vigilância científica constante sobre possíveis vazamentos futuros.
Ogivas sem vazamento identificado
Ausência, até o momento, de sinais provenientes das ogivas do compartimento de torpedos.
Isso reduz o temor de uma contaminação nuclear mais severa e sugere que a área mais sensível ligada aos torpedos ainda permanece relativamente isolada do ambiente marinho.
Impacto biológico limitado
Concentrações abaixo de níveis ligados a efeitos biológicos claros em espécies marinhas.
Os estudos atuais apontam que os níveis detectados ainda não demonstram impactos diretos evidentes sobre peixes, crustáceos ou outros organismos marinhos monitorados.
Monitoramento permanente recomendado
Recomendação unânime de manter e intensificar o monitoramento a longo prazo.
Cientistas alertam que o envelhecimento contínuo da estrutura submersa pode alterar o cenário nos próximos anos, tornando essencial o acompanhamento ambiental contínuo da região.

Como o monitoramento do Submarino nuclear Komsomolets virou laboratório real de desastres nucleares submersos

O acompanhamento atual combina sonar, vídeo subaquático, coleta de água, sedimentos e análise de fauna para rastrear emissões e dispersão em águas profundas.

Noruega e instituições internacionais utilizam esses dados para ajustar protocolos de segurança.

Esse “museu nuclear” submerso serve de alerta e referência técnica para outros submarinos e navios nucleares afundados ao redor do mundo.

O caso expõe, com brutal clareza, o custo oculto de arsenais atômicos esquecidos no fundo do mar.

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