MP rejeita delações de principais alvos da Carbono Oculto
Mohamad Hussein Mourad e Roberto Leme são acusados de comandar esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis
A defesa dos empresários Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, foi comunicada nesta quarta-feira, 6, que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) rejeitou as delações que vinham sendo discutidas nos últimos meses.
Principais alvos da Operação Carbono Oculto, eles são acusados de comandar esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, que envolve sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção.
Segundo a Globonews, os investigadores entenderam que Primo e Beto Louco omitiram informações relevantes sobre suas ligações com a facção criminosa.
Eles também teriam se negado a oferecer detalhes sobre corrupção policial no estado.
Magistrados
Eles propuseram ao Ministério Público revelar detalhes da participação de servidores e magistrados no esquema criminoso.
De acordo com a defesa dos empresários, o material incluía documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de pagamento.
Dizem os advogados que eles confirmariam uma propina de mais de 400 milhões de reais a políticos e magistrados.
Movimentação financeira do esquema
Gerente da Copape e da distribuidora Aster, Roberto Leme é apontado como co-líder da organização criminosa ligada ao PCC que movimentou cerca de 52 bilhões de reais e utilizou 40 fundos para blindar os recursos.
Segundo a investigação, empresas do grupo inflavam artificialmente preços de insumos entre Copape e Aster para sonegar impostos e obter créditos tributários indevidos.
Após a cassação da licença da Aster, o esquema teria continuado por meio da Duvale, de Jardinópolis, e de uma rede de empresas laranja, usadas para ocultar a posição societária de Leme da Silva.
Beto Louco é classificado como “associado e profissional cooptado” e não é vinculado diretamente ao PCC.
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