Flotilha cobra ação “imediata” do Brasil após prisão de Thiago Ávila
Israel prorrogou detenção de ativista brasileiro e palestino-espanhol por mais dois dias
A organização Flotilha Global Sumud pediu que os governos do Brasil e da Espanha “ajam imediatamente” após a Justiça israelense prorrogar por mais dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila (foto) e do ativista palestino-espanhol Saif Abukeshek.
Ambos integravam uma flotilha que seguia em direção à Faixa de Gaza e que foi interceptada por forças israelenses
O grupo pede que os governos do Brasil e da Espanha atuem pela libertação dos ativistas, promovam “investigações públicas independentes” sobre a detenção em águas internacionais e imponham “sanções” a Israel.
A organização também acusa o país do Oriente Médio de violações do direito internacional e cita “genocídio em curso em Gaza e pela limpeza étnica na Cisjordânia”.
A flotilha reunia mais de 50 embarcações com destino a Gaza e foi interceptada em águas internacionais. Segundo Israel, cerca de 175 ativistas foram detidos na operação.
Em nota conjunta, Brasil e Espanha condenaram a ação e afirmaram que se tratou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel”, exigindo a libertação imediata dos dois ativistas.
Israel afirma que os dois ativistas têm ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos.
O governo israelense acusa a entidade de “agir clandestinamente em nome” do Hamas.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel diz que Abukeshek seria membro da PCPA e que Ávila é “suspeito de atividades ilegais”.
Histórico de Thiago Ávila
Thiago Ávila já havia participado, no ano anterior, de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel.
Em março de 2026, ele também integrou a flotilha humanitária “Nossa América”, que aportou em Havana em solidariedade ao governo cubano diante do bloqueio energético imposto pela administração do presidente norte-americano Donald Trump.
Ávila é próximo da ditadura do Irã. Após a morte do líder do grupo terrorista Hezbollah Hassan Nassarallah, Ávila viajou para Beirute para participar do seu funeral.
O Hezbollah é financiado pelo Irã.
Ávila também já falou em eventos pró-Palestina no Irã e no Brasil.