AtlasIntel: maioria só vê prejuízo em bets e as associa a Lula
Pesquisa indica que 63,2% dos brasileiros só enxergam prejuízos nas bets, e que 23,5% veem "mais prejuízos" que benefícios
Pesquisa Latam Pulse Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 30, indica que 63,2% dos brasileiros só enxergam prejuízos nas bets, e que 23,5% veem “mais prejuízos” que benefícios.
Apenas 0,1% dos 5.008 entrevistados de 22 a 27 de abril disseram ver somente benefícios, e 0,5% afirmaram que as apostas online trazem “mais benefícios”.
Para 5,9%, há prejuízos e benefícios “por igual”, e 6,8% não souberam responder. A pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
Responsáveis
Para 35,3% dos consultados, o governo Lula (foto) é o principal responsável pela disseminação das apostas online no Brasil.
Foi Lula quem regulamentou as apostas esportivas, de olho nos impostos das bets — o governo coletou 10 bilhões de reais só em 2025 —, mas, depois que o assunto e tornou impopular, por causa das dívidas contraídas pelos brasileiros, o petista passou a discursar contra elas.
Outros 26,2% responsabilizam o governo Bolsonaro, 11,8% apontam mais responsabilidade do Congresso Nacional, 2,7% indicaram o STF e 13,7%, nenhum das opções apresentadas.
Impopular
A pesquisa indica ainda que 84% da população acha que as empresas de aposta deveriam pagar mais impostos e que 79% consideram que a publicidade das bets deveria ser limitada.
Para 73%, as apostas online deveriam ser proibidas. É a mesma proporção daqueles que consideram que menores de idade têm fácil acesso às plataformas de bets.
Para 70%, as apostas online têm contribuído muito para o aumento do endividamento das famílias no Brasil. Outros 15,2% acham que ela contribuem “um pouco”, e 4,3% acham que elas não contribuem.
O endividamento das famílias chegou a 80,4% em março, um recorde histórico. As bets contam apenas parte dessa história, já que o governo Lula incentiva o consumo por meio do crédito.
Para tentar melhorar o humor dos endividados e, consequentemente, a chance de se reeleger neste ano, Lula acena com a segunda versão do programa de renegociação de dívidas Desenrola.
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