Bolsonaro pede a Moraes autorização para manutenção em elevador dentro de casa
Segundo a defesa, a manutenção preventiva do elevador instalado na residência precisa ocorrer todo último dia útil de cada mês
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 28, autorização para que técnicos ingressem em sua residência, em Brasília, para fazer a manutenção de um elevador instalado no local.
O político cumpre, em prisão domiciliar humanitária temporária, a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro do ano passado, na ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Segundo a defesa do ex-presidente, a manutenção preventiva do elevador instalado na casa de Bolsonaro precisa ocorrer todo último dia útil de cada mês, por equipe técnica especializada e identificada. O início do serviço ocorreria em 30 de abril de 2026.
“A ordem anexa registra pendência técnica nas guias do contrapeso, para evitar desgaste, quebra dos patins e parada do elevador, requerendo-se ciência e, se necessário, autorização para ingresso dos técnicos exclusivamente para esse serviço”, dizem os advogados. Por enquanto, não há decisão de Moraes sobre o pedido.
“Nenhuma vocação para a vida pública”
Na segunda-feira, 27, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que Bolsonaro não tem “nenhuma vocação para a vida pública”.
“[Na eleição de 2018] quem batesse no PT levava, o Brasil não podia mais ouvir falar no PT. E assume o presidente Bolsonaro, sinceramente sem nenhuma vocação para a vida pública. Não tem um bom desempenho pessoal, ao contrário, um desempenho muito aquém da expectativa dos brasileiros, que queriam algo totalmente diferente”, disse durante um encontro com empresários promovido pelo grupo Lide, em São Paulo.
No mesmo evento, Kassab destacou que a sigla está articulando um palanque no Rio de Janeiro para a candidatura presidencial do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Segundo Kassab, a estratégia envolve o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD), que já declarou apoio à reeleição do presidente Lula (PT).
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