Orbán renuncia a mandato: “Não sou necessário no Parlamento”
Anúncio foi feito após derrota nas eleições legislativas na Hungria
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán (foto), anunciou neste sábado, 25, que vai renunciar ao mandato de deputado após a derrota de sua aliança nas eleições legislativas.
A votação foi vencida pelo partido conservador pró-europeu de Peter Magyar, que conquistou maioria no Parlamento e passou a controlar a nova legislatura.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Orbán afirmou:
“Dado que a cadeira que obtive como cabeça de lista na plataforma Fidesz KDNP é na verdade uma cadeira parlamentar do Fidesz, decido devolvê-la.”
Ele acrescentou:
“Neste momento não sou necessário no Parlamento, mas sim na reorganização do campo nacional.”
A decisão encerra a presença contínua de Orbán no Parlamento húngaro desde a redemocratização do país, em 1990, somando 36 anos como deputado.
Ele, no entanto, indicou que pode seguir na liderança de seu partido, o Fidesz.
Nas eleições, o partido de Magyar obteve ampla maioria, com 141 cadeiras no Parlamento, enquanto a coalizão de Orbán ficou com 52 assentos.
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16 anos no poder
No poder desde 2010, após um primeiro mandato entre 1998 e 2002, Orbán consolidou uma base política com forte viés nacionalista na Hungria.
Durante esse período, promoveu mudanças institucionais, incluindo alterações na Constituição e medidas que afetaram o funcionamento do Judiciário e da imprensa.
Também adotou uma linha dura contra a imigração e manteve postura crítica em relação à União Europeia.
A economia, pressionada por índices de inflação acima da média europeia, foi um dos principais pontos de desgaste do governo de Orbán.
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