“Sinal de que a carapuça serviu”, diz Zema sobre Gilmar
Decano do STF pediu ao colega Alexandre de Moraes para incluir o ex-governador de MG no inquérito das fake news
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira, 20, que, se um teatro de fantoches é visto como ameaça pelos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é “sinal de que a carapuça serviu”.
“Se um teatro de fantoches é visto como ameaça por Gilmar e Moraes é sinal de que a carapuça serviu.
Os ministros não gostaram da nossa série ‘Os Intocáveis’. Beleza.
Mas me processar por isso?
O humor é usado pra criticar o poder desde que o mundo é mundo”, escreveu o ex-governador no X.
Inquérito das fake news
Gilmar Mendes pediu ao colega Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão do ex-governador Romeu Zema no famigerado inquérito das fake news.
Como de costume, o pedido é sigiloso e já foi encaminhado para a Procuradoria Geral da República (PGR) para posicionamento. A PGR é comandada por Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no IDP.
O decano do STF não gostou de um dos vídeos da série de animação “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais para criticar os ministros do Supremo.
No segundo episódio, o boneco alusivo a Dias Toffoli pede ajuda do boneco alusivo a Gilmar (foto) após a CPI do Crime Organizado quebrar o sigilo da Maridt, da qual Toffoli é sócio.
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Sátira
O decano do STF, que não tinha nenhuma ligação formal com o caso, suspendeu a quebra do sigilo por meio de um subterfúgio: ressuscitou um processo antigo para expedir um habeas corpus, atropelando a relatoria de André Mendonça, que cuida do caso do Banco Master no Supremo.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu o indiciamento de Gilmar no relatório da CPI do Crime Organizado por conta dessa interferência. O relatório não foi aprovado, graças a uma manobra do governo Lula, mas o decano do STF pediu investigação de Vieira por abuso de autoridade.
Na animação publicada por Zema, Gilmar pede uma cortesia no resort Tayayá, símbolo da relação de Toffoli com o Master, como retribuição pela ajuda que deu ao colega.
Para o decano do STF, a animação publicada por Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. Ele segue:
“Valendo-se de sofisticada edição profissonal e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal.”
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